o Azulfin® comprimido revestido 500 mg é indicado no tratamento da colite ulcerativa de leve a moderada, como terapia auxiliar em formas graves e para aumentar o intervalo entre ataques; também é indicado em artrite reumatoide não responsiva a salicilatos/anti-inflamatórios e em artrite reumatoide juvenil poliarticular que respondeu a esses fármacos. A formulação de liberação retardada é destinada a pacientes com intolerância gastrointestinal a comprimidos simples; em artrite, mantenha repouso e fisioterapia e use analgésicos/anti-inflamatórios até o efeito do medicamento ficar aparente.
Para que serve o Azulfin
AZULFIN® é usado principalmente para tratar inflamações intestinais e algumas formas de artrite que não responderam bem a outros anti-inflamatórios.
- Colite ulcerativa leve a moderada e como complemento em casos graves.
- Reduz a frequência de crises agudas de colite ulcerativa.
- Artrite reumatoide em adultos que não responderam a salicilatos ou AINEs.
- Artrite reumatoide juvenil poliarticular em crianças que responderam previamente a salicilatos ou AINEs (a partir de 6 anos).
Não produz efeito imediato; analgésicos ou AINEs podem ser usados junto até que AZULFIN® faça efeito.
Como usar o Azulfin
Tome AZULFIN® por via oral, após as refeições, em doses divididas e engula os comprimidos inteiros — não parta nem mastigue.
As doses devem ser ajustadas conforme a resposta clínica e a tolerância.
- Terapia inicial em adultos: 3 a 4 g/dia em doses divididas (intervalos não superiores a 8 horas). Pode-se começar com 1 a 2 g/dia para reduzir náuseas.
- Terapia de manutenção em adultos: 2 g/dia.
- Crianças a partir de 6 anos (colite): 40–60 mg/kg/dia divididos em 3–6 doses; manutenção: 30 mg/kg/dia em 4 doses.
- Artrite reumatoide adulta: geralmente 2 g/dia em duas doses; iniciar com 0,5–1 g/dia e aumentar conforme tolerância; pode-se considerar até 3 g/dia se necessário, com monitoramento.
- Artrite reumatoide juvenil (≥6 anos): 30–50 mg/kg/dia em duas doses, normalmente até 2 g/dia; começar com 1/4 a 1/3 da dose e aumentar semanalmente até a manutenção.
Se houver intolerância gástrica nas primeiras doses, reduza pela metade e aumente gradualmente; se persistir, suspenda por 5–7 dias e reintroduza em dose menor. Não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como o Azulfin funciona
AZULFIN® (sulfassalazina) atua como um anti-inflamatório local no intestino e também tem efeito imunossupressor.
É uma pró-droga que, ao chegar ao intestino, libera 5-aminossalicílico (5-ASA) — responsável pelo efeito terapêutico — e sulfapiridina.
Contraindicações e advertências do Azulfin
Você não deve usar AZULFIN® em caso de alergia à sulfassalazina, sulfonamidas ou salicilatos, em menores de 6 anos, ou se houver obstrução urinária/intestinal ou suspeita de dengue.
- Hipersensibilidade grave ou asma requer cautela; descontinue se houver reação alérgica.
- Pacientes com dano hepático, renal ou discrasias sanguíneas precisam de avaliação cuidadosa antes de usar.
- Manter hidratação para prevenir formação de cálculos; relatos de comprimidos que não se desintegraram exigem interrupção do uso se observado.
- AZULFIN® pode colorir urina e pele de amarelo-alaranjado.
- Sinais que podem indicar problema sanguíneo (dor de garganta, febre, palidez, manchas na pele, icterícia) exigem suspensão do tratamento e orientação médica imediata.
- A maioria das reações cutâneas graves ocorre no primeiro mês; suspenda ao primeiro sinal de erupção, lesão de mucosa ou sinais de hipersensibilidade.
- Contém corantes amarelo crepúsculo laca de alumínio e dióxido de titânio.
É necessário acompanhamento médico e exames laboratoriais periódicos durante o tratamento.
Efeitos colaterais do Azulfin (reações adversas)
AZULFIN® pode causar efeitos leves a graves; alguns são frequentes e outros raros. Informe seu médico ao notar qualquer reação.
Reações relatadas incluem:
- Reações muito comuns (>10%): dor de cabeça, náusea, vômito, desconforto gástrico, anorexia e diminuição dos espermatozoides.
- Reações comuns (1–10%): coceira, urticária, alterações da pele, febre, cianose e anemia; na artrite reumatoide, náusea, dispepsia e alterações cutâneas são frequentes.
- Reações incomuns (0,1–1%): diversas alterações sanguíneas, reações de hipersensibilidade (incluindo pulmonares e hepáticas), problemas gastrointestinais graves, manifestações do sistema nervoso central, alterações renais e descoloração da urina/pele.
- Relatos pós-comercialização (frequência não estimada): miocardite, hepatotoxicidade grave, anafilaxia, deficiência de folato, nefrolitíase, entre outros.
Comunicar qualquer reação adversa ao seu médico, dentista ou farmacêutico.
Interações medicamentosas do Azulfin
AZULFIN® pode interferir na absorção ou efeito de outros medicamentos; informe sempre seu médico sobre o que usa.
- Redução da absorção de ácido fólico e de digoxina quando administrados concomitantemente.
- Maior ocorrência de náuseas quando usado com metotrexato.
- Pode causar falso-positivo em testes de normetanefrina urinária; a presença do fármaco nos fluídos orgânicos geralmente não afeta outros exames laboratoriais.
Não use outros medicamentos sem orientação médica.
Azulfin na gravidez e amamentação
Não há estudos controlados adequados em gestantes; AZULFIN® deve ser usado na gravidez apenas se claramente necessário e sob avaliação médica.
A sulfassalazina reduz a absorção/metabolismo do ácido fólico, pode atravessar a placenta e aparece no leite materno; portanto, a amamentação e a doação de leite exigem avaliação e acompanhamento clínico.
Em recém-nascidos, sulfonamidas podem causar encefalopatia bilirrubínica; lactentes de mães em uso devem ser monitorados para diarreia, fezes com sangue e sinais neurológicos.
Superdose e dose esquecida do Azulfin
Em caso de ingestão excessiva, podem ocorrer náuseas, vômitos, distensão abdominal e, em casos mais sérios, sonolência ou convulsões; procure atendimento médico imediatamente.
Medidas sugeridas incluem lavagem gástrica, indução de vômito, uso de laxante, alcalinização da urina e hidratação se função renal normal; em bloqueio por cristais, pode ser necessária intervenção urológica; a diálise pode ajudar na remoção do fármaco.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar; se estiver próximo do horário da próxima dose, pule a esquecida e retome o esquema — não duplique doses.
Composição do Azulfin
Cada comprimido revestido de liberação retardada contém 500 mg de sulfassalazina.
- Excipientes: amido, povidona, crospovidona, dióxido de silício, estearato de magnésio, citrato de trietila, talco, copolímero de ácido metacrílico e acrilato de etila, dióxido de titânio, simeticona, amarelo crepúsculo laca de alumínio e hidróxido de sódio.
Consulte o farmacêutico se tiver alergia a algum excipiente.
Como guardar o Azulfin
Guarde AZULFIN® em sua embalagem original, em temperatura ambiente entre 15 e 30 °C, protegido da luz e da umidade.
Não use o medicamento vencido e mantenha fora do alcance das crianças. Antes de usar, verifique o aspecto do comprimido; em caso de alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
Registro: 1.0118.0124
Responsável Técnico: Rodrigo de Morais Vaz
CRF-SP nº 39.282
Registrado e produzido por:
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/06/2025.
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Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 28/07/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
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