Tarjas de medicamentos: entenda as cores e seus riscos
Por SAMUEL NOBUO SATO as 19:11 - 18/05/2026 Saúde
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Você já reparou nas tarjas coloridas que aparecem nas embalagens ou bulas de alguns medicamentos? Elas não estão ali por acaso: cada cor indica o nível de controle do remédio e os cuidados que você deve ter ao usá-lo.
Ao contrário de outros produtos farmacêuticos comuns, os remédios são bens de saúde regulados por regras específicas, que visam principalmente evitar riscos à população, orientar sobre quem pode utilizá-los e garantir que sejam usados de forma segura e responsável.
Neste artigo, vamos explicar os tipos de tarja de medicamentos, mostrando para que cada uma serve, o que indicam e quais cuidados devemos ter para seguir corretamente as prescrições. Acompanhe!
O que são as tarjas de medicamentos?
As tarjas de medicamentos funcionam basicamente como um “sinal visual” que ajuda a identificar e categorizar os fármacos. Cada cor indica o nível de controle, os cuidados necessários no uso e orienta quem pode utilizá-lo e a forma correta de administração.
A definição das tarjas é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece regras para cada tipo de medicamento. A legislação que regula a rotulagem desses produtos e as tarjas, é a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.º 71, de 22 de dezembro de 2009.
Por que é importante entender a tarja de medicamentos?
Como destaca o Ministério da Saúde, a presença ou a ausência de tarjas nas embalagens é essencial para o trabalho das equipes farmacêuticas, ajudando a garantir que o medicamento dispensado seja o mesmo da prescrição médica.
Mas a importância das tarjas vai além, abrangendo também:
Segurança no uso: as tarjas indicam o potencial de dependência do medicamento, possíveis efeitos colaterais e a importância de seguir à risca as orientações médicas, garantindo que o remédio seja usado de forma segura.
Controle do acesso: a classificação de tarjas ajudam a determinar quem “pode” usar cada tipo de medicamento, segundo a avaliação e prescrição médica, evitando o uso inadequado de fármacos que exigem maior controle.
Conformidade legal: as tarjas, por seguirem normas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), permitem organizar os tipos de fármacos e ainda controlar como eles são vendidos.
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Tipos de tarjas de medicamentos: significado de cada cor
Agora que já entendemos a importância e a função das tarjas, é comum surgir a dúvida: quais são as tarjas de medicamentos e o que cada uma delas representa?
A verdade é que essa classificação é relativamente simples, pois tem como principal objetivo orientar as pessoas consumidoras sobre o nível de risco de cada medicamento e as regras que determinam sua forma de venda.
Confira a seguir as cores presentes na classificação das tarjas de medicamentos:
1. Sem tarja
Os medicamentos sem tarja são aqueles de venda livre, ou seja, que não exigem prescrição médica para serem adquiridos. Também conhecidos como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), eles são indicados para tratar condições leves e sintomas comuns, como dores de cabeça, resfriados e problemas digestivos.
Ainda assim, isso não significa que possam ser usados sem cuidado. A automedicação, mesmo com fármacos de venda livre, deve ser feita com responsabilidade. É essencial seguir as orientações da bula, respeitar as dosagens recomendadas e buscar orientação profissional caso os sintomas persistam.
Exemplos de medicamentos sem tarja
Antigripais: ajudam a amenizar sintomas típicos de resfriados e gripes.
Laxantes: recomendados para casos leves de prisão de ventre.
Analgésicos comuns: indicados para o alívio de dores leves, como dor de cabeça e cólicas menstruais.
Digestivos: utilizados para tratar desconfortos relacionados ao sistema gastrointestinal, como azia e queimação.
2. Tarja vermelha
Os medicamentos de tarja vermelha trazem na embalagem a mensagem “venda sob prescrição médica”, o que significa que a compra só pode ser feita mediante apresentação de receita.
Essa categoria se divide em dois grupos, conforme o tipo de receituário exigido:
Receituário comum (branco, simples, 1 via): a receita é somente apresentada no momento da compra, e a pessoa pode levá-la de volta após a aquisição do medicamento.
Receituário de controle especial (branco, especial, 2 vias): uma das vias da receita fica retida na farmácia, servindo para controle e registro pela ANVISA.
De forma geral, os medicamentos com tarja vermelha são voltados para condições de saúde um pouco mais sérias, ao apresentarem risco intermediário e, em muitos casos, são de uso contínuo.
Por isso, o acompanhamento médico é indispensável — seja para ajustar as doses, observar possíveis interações com outros remédios ou mesmo acompanhar a resposta do organismo ao tratamento.
Exemplos de medicamentos tarja vermelha
Anti-hipertensivos: atuam no controle da pressão arterial, ajudando a mantê-la em níveis saudáveis.
Antibióticos: combatem infecções causadas por bactérias, como pneumonia, amigdalite ou infecção urinária.
Antidepressivos: são utilizados no tratamento da depressão e de outros transtornos relacionados ao humor.
Antidiabéticos: ajudam a controlar os níveis glicêmicos no sangue e a reduzir os sintomas associados ao diabetes.
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3. Tarja preta
Os medicamentos de tarja preta formam uma categoria especial de fármacos que requer atenção redobrada, pois podem causar dependência e gerar efeitos adversos significativos. São os medicamentos com maior nível de controle e restrição no Brasil, tendo a venda e o uso rigorosamente regulamentados pela ANVISA.
Esses fármacos atuam principalmente no Sistema Nervoso Central (SNC) e são prescritos para tratar transtornos psicológicos e neurológicos graves, especialmente quando há um impacto significativo na qualidade de vida.
Para garantir segurança e rastreabilidade, esses medicamentos seguem regras específicas que protegem tanto o acompanhamento profissional quanto quem faz o uso:
Tipos de receituário: os fármacos de tarja preta exigem Tipo A (entorpecentes: A1, A2 e A3) ou Tipo B (psicotrópicos: B1 e B2).
Identificação por cor: os receituários são diferenciados por cor, com amarelo para o Tipo A e azul para o Tipo B, facilitando a fiscalização.
Validade: as receitas têm normalmente até 30 dias de validade, garantindo que o uso desses medicamentos seja sempre seguro e acompanhado.
Exemplos de medicamentos tarja preta
Benzodiazepínicos (ansiolíticos/hipnóticos): usados para aliviar ansiedade, tratar insônia e, em alguns casos, controlar convulsões.
Hipnóticos não-benzodiazepínicos (Z-drugs): medicamentos voltados principalmente para tratar distúrbios do sono, ajudando a induzir e manter o sono.
Estimulantes do SNC (psicoestimulantes): indicados para Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ajudando a melhorar a atenção.
Anorexígenos (inibidores de apetite): usados em casos específicos de obesidade, atuando no Sistema Nervoso Central para reduzir a sensação de fome.
4. Tarja amarela
Os medicamentos de tarja amarela têm um propósito diferente das demais.
Em vez de indicar risco ou restrição de venda, ela mostra que o produto é um medicamento genérico, ou seja, uma opção equivalente ao medicamento de referência, com mesma eficácia e segurança, geralmente a um custo mais acessível.
A tarja amarela traz a letra “G” em destaque e a frase “MEDICAMENTO GENÉRICO”. É importante saber que ela pode aparecer com a tarja vermelha ou preta, já que a cor amarela só informa que o fármaco é genérico, sem indicar se ele tem restrição ou risco maior.
Exemplos de medicamentos tarja amarela
Genérico de venda livre: apresenta apenas a tarja amarela e não precisa de receita para a compra. Exemplo: paracetamol genérico.
Genérico tarja vermelha: combina tarja amarela e vermelha, mas exige receita médica simples (pode ou não ser retida). Exemplo: losartana genérica.
Genérico tarja preta: traz tarja amarela e preta. Precisa de receita especial, que fica retida na farmácia. Exemplo: clonazepam genérico.
Dicas de segurança ao usar medicamentos com tarja
Agora que você já conhece quais as tarjas de medicamentos existentes e o que cada uma delas indica, algumas orientações de uso são importantes para todos os tipos. De forma geral, é essencial tomar certos cuidados antes de administrar qualquer medicamento:
Sempre leia a bula e o rótulo: nesses dois documentos estão informações sobre modo de uso, efeitos colaterais, contraindicações e outros detalhes que complementam as orientações passadas durante a consulta médica.
Siga a orientação de profissionais: nunca altere a dose ou interrompa o tratamento por conta própria. A prescrição médica define o regime exato de uso (dose e duração) adequado para a sua condição.
Armazene corretamente: a maioria dos medicamentos deve ser mantida em local fresco e seco, longe da umidade e do calor excessivo. Se houver alguma exigência diferente, a equipe farmacêutica poderá orientar sobre a forma adequada de armazenamento.
Agora que ficou clara a importância das tarjas, garanta a segurança do seu medicamento!
Não importa a tarja do seu medicamento — todos exigem cuidado e atenção!
Nas Farmácias Nissei, você recebe orientação clara e prática sobre o que são medicamentos de tarja vermelha, preta e amarela, além de dicas sobre uso correto, armazenamento e validade dos fármacos controlados, com a ajuda e segurança garantida pelos nossos serviços Farmaclin!
Entre as abordagens de assistência farmacêutica, você pode contar com atendimento humanizado para:
Tirar dúvidas e orientar sobre o uso adequado dos medicamentos em uso.
Revisar a medicação e organizar o tratamento de forma eficiente.
Aconselhar sobre sintomas ou mal-estar de baixa gravidade.
Fornecer orientação para cuidados e prevenção de saúde.
Realizar exames preventivos, como medição de pressão, diabetes, colesterol, tireoide, níveis prostáticos, dengue, influenza, Covid-19, entre outros.
Orientar sobre imunização e prevenção de doenças por meio da vacinação.
Saiba mais sobre os serviços Farmaclin no site oficial ou visite a Farmácia Nissei mais próxima de você!
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