A Ceftriaxona Dissódica, pó para solução injetável 1 g (embalagem com 3,5 mL + diluente), é usada para tratar infecções causadas por microrganismos sensíveis à ceftriaxona. Indicações incluem meningite bacteriana, doença de Lyme, gonorreia e profilaxia no perioperatório.
Para que serve a Ceftriaxona Dissódica
Ceftriaxona Dissódica é um antibiótico usado para tratar infecções causadas por bactérias sensíveis à ceftriaxona.
É indicado quando o médico identifica que a bactéria responsável pela infecção pode ser combatida por essa substância.
Como usar a Ceftriaxona Dissódica
Use Ceftriaxona Dissódica conforme orientação médica; a dose depende da idade, do peso e da gravidade da infecção.
Esquema e recomendações principais:
- Adultos e crianças >12 anos: dose habitual de 1–2 g uma vez ao dia; em casos graves pode chegar a 4 g uma vez ao dia.
- Recém‑nascidos <14 dias: 20–50 mg/kg em dose única diária (não ultrapassar 50 mg/kg). Contraindicado em neonatos prematuros com idade pós‑menstrual ≤41 semanas e em recém‑nascidos (≤28 dias) que recebem soluções contendo cálcio.
- Crianças de 15 dias a 12 anos: 20–80 mg/kg em dose única diária; crianças ≥50 kg usam posologia de adulto.
- Meningite em lactentes e crianças: iniciar com 100 mg/kg (máx. 4 g) em dose única diária; duração varia conforme o microrganismo (ex.: Neisseria meningitidis 4 dias; H. influenzae 6 dias; S. pneumoniae 7 dias).
- Doença de Lyme: 50 mg/kg (máx. 2 g) por 14 dias; Gonorreia: dose única IM de 250 mg; Profilaxia perioperatória: dose única de 1–2 g, 30–90 minutos antes da cirurgia.
Administração e precauções de manuseio: para administração intramuscular, reconstituir com solução de lidocaína 1% e injetar profundamente; não injetar mais de 1 g por local muscular. O diluente com lidocaína NUNCA deve ser dado por via intravenosa. Evite misturar ou diluir com soluções que contenham cálcio para administração IV; quando necessário, administre sequencialmente após lavar bem as linhas.
Insuficiência renal isolada ou insuficiência hepática isolada normalmente não exigem ajuste de dose; em insuficiência renal pré‑terminal (depuração de creatinina <10 mL/min) não superar 2 g/dia. Em insuficiência hepática e renal graves concomitantes, monitore segurança e eficácia.
Como a Ceftriaxona Dissódica funciona
Ceftriaxona pertence ao grupo dos antibióticos cefalosporínicos e age matando bactérias sensíveis à substância ativa ceftriaxona.
Após 1 g por via intramuscular, a concentração máxima no sangue costuma ser alcançada em cerca de 2–3 horas.
Contraindicações e advertências da Ceftriaxona Dissódica
Você não deve usar Ceftriaxona Dissódica se for alérgico à ceftriaxona, a outros cefalosporínicos, a qualquer excipiente ou tiver contraindicação à lidocaína quando for usar a apresentação IM.
Principais contraindicações e cuidados:
- Hipersensibilidade a cefalosporinas ou história de reação grave a penicilinas/β‑lactâmicos aumenta o risco de alergia.
- Neonatos prematuros com idade pós‑menstrual ≤41 semanas e recém‑nascidos ≤28 dias em tratamento/previstos a receber soluções contendo cálcio não devem receber ceftriaxona (risco de precipitado de ceftriaxona cálcica).
- Recém‑nascidos com icterícia (hiperbilirrubinemia) não devem ser tratados com este medicamento.
- O diluente de lidocaína usado para reconstituição IM nunca deve ser administrado por via IV.
Atenção durante o tratamento: reações alérgicas graves (ocasionalmente fatais) podem ocorrer; interrompa o uso e procure ajuda imediata se surgir falta de ar, inchaço ou erupção cutânea grave. Informe ao médico sobre qualquer sinal de anemia, diarreia persistente (pode indicar colite por C. difficile) ou sintomas de problemas biliares. Em tratamentos prolongados, o sangue deve ser monitorado.
Informe se estiver fazendo dieta com restrição de sódio: cada frasco contém 83 mg de sódio.
Efeitos colaterais da Ceftriaxona Dissódica (reações adversas)
Como todo antibiótico, Ceftriaxona Dissódica pode causar efeitos indesejados; os mais frequentes incluem alterações no sangue, problemas gastrointestinais e alterações hepáticas.
Reações relatadas em estudos clínicos por sistema e frequência:
- Sangue e sistema linfático: eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia (comum); granulocitopenia, anemia, coagulopatia (incomum).
- Gastrointestinal: diarreia e fezes amolecidas (comum); náusea e vômito (incomum); colite pseudomembranosa (rara).
- Pele e tecido subcutâneo: erupção cutânea (comum); prurido (incomum); urticária (rara); relatos pós‑comercialização incluem reações cutâneas graves (p. ex. síndrome de Stevens‑Johnson).
- Fígado: aumento de enzimas hepáticas (comum); casos raros de icterícia e pancreatite foram reportados.
- Sistema nervoso: cefaleia e tontura (incomum); convulsões e encefalopatia foram relatadas rara e esporadicamente.
- Outros: reações no local da administração, flebite (incomum); infecções fúngicas do trato genital (incomum); precipitação de ceftriaxona cálcica em casos específicos, especialmente em crianças em altas doses.
Se notar sinais de reação alérgica grave, icterícia, sangramento incomum, anemia ou diarreia persistente, procure atendimento médico.
Interações medicamentosas da Ceftriaxona Dissódica
Ceftriaxona pode interagir com alguns medicamentos e com exames laboratoriais; informe sempre ao médico sobre outros remédios que esteja usando.
Principais interações e precauções:
- Aminoglicosídeos: recomenda‑se monitorar níveis e função renal quando usados em conjunto; administrar separadamente devido à incompatibilidade química.
- Antagonistas da vitamina K (varfarina e similares): risco aumentado de sangramento; monitore os parâmetros de coagulação e ajuste a dose do anticoagulante conforme orientação médica.
- Cloranfenicol: pode haver interação com efeito antagônico observado in vitro; informe o médico se estiver usando esse medicamento.
- Probenecida não altera a eliminação da ceftriaxona.
- Álcool: ceftriaxona não mostrou efeito semelhante ao dissulfiram; não contém o radical N‑metiltiotetrazol.
- Interações com cálcio: não reconstituir ou diluir com soluções contendo cálcio para administração IV; não administrar simultaneamente na mesma via com soluções que contenham cálcio, pois pode haver precipitado. Em pacientes não‑neonatos, é possível administrar sequencialmente se a linha for bem lavada.
Além disso, a ceftriaxona pode alterar resultados de exames: teste de Coombs pode ficar falso‑positivo; alguns métodos não enzimáticos de glicose na urina podem dar falsos positivos; certos sistemas de monitoramento de glicose no sangue podem subestimar valores.
Ceftriaxona Dissódica na gravidez e amamentação
O uso de Ceftriaxona Dissódica na gravidez só deve ocorrer com orientação médica.
A ceftriaxona atravessa a placenta e a segurança em humanos não foi estabelecida; recomenda‑se cautela especialmente no primeiro trimestre. Durante a amamentação, a ceftriaxona passa em baixa concentração no leite; o médico avaliará o risco e o benefício, bem como a conduta sobre amamentação ou doação de leite.
Superdose e dose esquecida da Ceftriaxona Dissódica
Em caso de superdose, não há antídoto específico e a droga não é removida por hemodiálise ou diálise peritoneal; o tratamento é de suporte e sintomático.
Se esquecer uma dose, tome o mais rápido possível e não dobre a dose para compensar. Em caso de ingestão excessiva procure socorro médico, leve a embalagem e, se precisar de orientação, ligue para 0800 722 6001.
Composição da Ceftriaxona Dissódica
Cada frasco‑ampola de 1 g contém ceftriaxona dissódica correspondente a 1 g de ceftriaxona, na forma de pó estéril.
O diluente para administração intramuscular é cloridrato de lidocaína 1% (cada mL contém cloridrato de lidocaína monoidratada equivalente a 10 mg de lidocaína anidra) e água para injetáveis como veículo. Excipiente: água para injetáveis.
Como guardar a Ceftriaxona Dissódica
Guarde o medicamento, antes da reconstituição, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz, calor e umidade. Mantenha na embalagem original e não use após o prazo de validade.
Após preparar a solução, conserve na geladeira (2°C a 8°C) por até 24 horas ou em temperatura ambiente por até 6 horas. A cor da solução pode variar de levemente amarelada a âmbar e isso não afeta a eficácia.
Descarte seringas e materiais perfurocortantes em recipiente adequado e evite descartar medicamentos no esgoto ou lixo doméstico; utilize sistemas locais de coleta quando disponíveis. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0712
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Registro no 1.0370.0712
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
ceftriaxona dissódica IV - USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 28/08/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.