O Clonazepam comprimido 0,5 mg é indicado para tratar crises epilépticas e espasmos infantis (Síndrome de West) em adulto e pediátrico. Em adultos, também é indicado como ansiolítico (incluindo transtorno do pânico e fobia social), para mania no transtorno afetivo bipolar, como adjuvante na depressão ansiosa, além de acatisia, síndrome das pernas inquietas, vertigem e síndrome da boca ardente.
Para que serve o Clonazepam
Clonazepam é usado para controlar vários problemas do sistema nervoso central, sobretudo quando outros tratamentos não foram suficientes.
- Crises epilépticas e espasmos infantis (Síndrome de West).
- Transtornos de ansiedade: distúrbio do pânico (com ou sem agorafobia), fobia social e uso como ansiolítico.
- Transtornos do humor: tratamento da mania no transtorno bipolar e como complemento na depressão maior ansiosa.
- Síndromes psicóticas: acatisia (inquietação por medicamentos psiquiátricos).
- Síndrome das pernas inquietas, vertigem e distúrbios do equilíbrio e síndrome da boca ardente.
O médico decide se o clonazepam é adequado para o seu caso e por quanto tempo deve ser usado.
Como usar o Clonazepam
Tome os comprimidos por via oral, com pouca água, seguindo sempre a orientação do seu médico; o tratamento costuma começar com doses baixas e ser ajustado conforme a resposta e a tolerância.
As doses variam conforme a doença e a idade. Exemplos de posologia usada na prática clínica:
- Distúrbios epilépticos em adultos: dose inicial não exceder 1,5 mg/dia dividida em 3 doses; dose máxima diária recomendada 20 mg.
- Crianças até 10 anos ou ≤30 kg: 0,01 a 0,03 mg/kg/dia, não exceder 0,05 mg/kg/dia, em 2–3 doses.
- Distúrbio do pânico em adultos: dose inicial 0,5 mg/dia em 2 doses; ajuste conforme resposta; retirada sempre gradual.
- Outras indicações (ex.: fobia social, mania, depressão ansiosa, pernas inquietas) têm faixas de doses específicas que o médico definirá.
Idosos e pacientes com disfunção hepática devem usar a menor dose possível. Nunca pare o medicamento de forma brusca; a suspensão deve ser gradual e orientada pelo médico.
Como o Clonazepam funciona
Clonazepam faz parte dos benzodiazepínicos e age reduzindo a atividade do sistema nervoso, produzindo efeito anticonvulsivante, sedativo leve, relaxante muscular e tranquilizante.
Após dose oral única, o início de ação ocorre entre 30 e 60 minutos; a duração é de 6–8 horas em crianças e 8–12 horas em adultos.
Contraindicações e advertências do Clonazepam
Não tome clonazepam se você tiver alergia ao princípio ativo ou a qualquer excipiente, insuficiência respiratória grave, comprometimento hepático grave, apneia do sono (no tratamento do pânico) ou glaucoma agudo de ângulo fechado.
Antes de usar, informe seu médico sobre problemas no fígado ou rins, distúrbios neuromusculares ou respiratórios, porfiria, histórico de depressão ou tentativas de suicídio, ataxia, ou uso/abuso de álcool e drogas.
- Combinar com álcool ou outros depressores do SNC aumenta sedação e risco de depressão respiratória, coma ou morte.
- O suco de toranja pode aumentar o efeito do clonazepam.
- Uso prolongado pode levar à dependência física e psicológica; o risco aumenta com dose e duração.
- Podem ocorrer reações paradoxais (agitação, agressividade, alucinações); relate ao médico se surgirem.
- Clonazepam pode prejudicar a capacidade de dirigir ou operar máquinas.
Informe sempre ao médico ou dentista todos os medicamentos que você usa; em caso de dúvidas, consulte o profissional responsável pelo tratamento.
Efeitos colaterais do Clonazepam (reações adversas)
Algumas reações desaparecem com o tempo ou com redução da dose. As mais frequentes (≥5% em estudos) incluem sonolência, dor de cabeça, infecções das vias aéreas superiores, cansaço, gripe, depressão, vertigem, irritabilidade, insônia, perda de coordenação, náusea e dificuldade de concentração.
Outras reações relatadas pós-comercialização envolvem diversos sistemas e podem ser graves; destaque-se risco de dependência, efeitos psiquiátricos, problemas respiratórios, alterações hematológicas e aumento de quedas e fraturas, especialmente em idosos ou em uso de outros sedativos.
Se notar efeitos indesejáveis, avise seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico; também é importante comunicar à empresa responsável pelo produto.
Interações medicamentosas do Clonazepam
Vários medicamentos e substâncias podem aumentar ou alterar os efeitos do clonazepam; por isso informe sempre o seu médico sobre outros remédios em uso.
- Depressores do sistema nervoso central e álcool (potencializam sedação e depressão respiratória).
- Medicamentos do sistema nervoso: antidepressivos, hipnóticos, alguns analgésicos, antipsicóticos, ansiolíticos e anticonvulsivantes.
- Medicamentos para o estômago podem interagir.
O suco de toranja pode aumentar o efeito do clonazepam; interações com exames laboratoriais não foram estabelecidas.
Clonazepam na gravidez e amamentação
Clonazepam não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica; só é indicado se os benefícios superarem claramente os riscos ao feto.
- Exposição no final da gestação ou durante o parto pode causar alterações no recém-nascido: batimentos cardíacos irregulares, hipotermia, hipotonia, depressão respiratória e dificuldade de sucção.
- Há dados que sugerem aumento do risco de aborto espontâneo com benzodiazepínicos.
- Se estiver amamentando, informe o médico; se o uso for indispensável, a amamentação deve ser descontinuada.
Converse com seu médico sobre alternativas e os riscos antes de engravidar ou de continuar o medicamento na gestação.
Superdose e dose esquecida do Clonazepam
A superdose de benzodiazepínicos costuma causar sonolência, perda de coordenação, confusão e lentidão; em ingestão isolada o risco de morte é raro, mas pode haver depressão cardiorrespiratória, apneia ou coma, especialmente se combinado com outros depressores.
Se suspeitar de superdose, procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem; medidas de suporte e monitorização serão tomadas pelo médico. O flumazenil não é indicado para pacientes com epilepsia tratados com benzodiazepínicos.
Se esquecer uma dose, não dobre a próxima; tome a dose seguinte no horário habitual. Em caso de dúvida, consulte seu farmacêutico ou médico.
Composição do Clonazepam
Cada comprimido contém clonazepam na quantidade indicada pela apresentação e excipientes listados na fórmula; a apresentação 0,5 mg tem cor laranja claro e a de 2 mg é branca.
- Comprimido 0,5 mg: clonazepam 0,5 mg; excipientes incluem lactose, celulose microcristalina, amido, croscarmelose sódica, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro vermelho e estearato de magnésio.
- Comprimido 2 mg: clonazepam 2 mg; excipientes incluem lactose, celulose microcristalina, amido, croscarmelose sódica e estearato de magnésio.
Se você tem intolerância à lactose ou sensibilidade a corantes, informe seu médico antes de usar.
Como guardar o Clonazepam
Guarde o medicamento em temperatura ambiente entre 15 e 30 ºC, protegido da umidade, e mantenha-o na embalagem original.
- Verifique o número do lote e as datas de fabricação e validade na embalagem.
- Antes de usar, observe o aspecto; se houver alteração e o produto estiver dentro do prazo, consulte o farmacêutico.
- Mantenha fora do alcance das crianças.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO - O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA
Registro: 1.8326.0220
Registrado por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP
CNPJ: 10.588.595/0010-92
Produzido por:
Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.
Rua Estácio de Sá, 1144 – Campinas – SP
Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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