O Cloridrato de Fluoxetina, cápsula dura 20 mg (embalagem com 30 cápsulas), é indicado para o tratamento da depressão, associada ou não à ansiedade. Também é indicado para bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico pré-menstrual, incluindo tensão pré-menstrual, irritabilidade e disforia.
Para que serve o Cloridrato de Fluoxetina
Cloridrato de Fluoxetina é usado para tratar depressão, com ou sem ansiedade, e também é indicado para bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico pré‑menstrual (incluindo sintomas de TPM).
O remédio ajuda a aliviar sintomas como tristeza persistente, ciclos de compulsão alimentar, pensamentos obsessivos e alterações emocionais ligadas ao período pré‑menstrual.
Como usar o Cloridrato de Fluoxetina
Tome Cloridrato de Fluoxetina por via oral, com ou sem alimentos, sempre seguindo a orientação do médico. Não abra nem mastigue a cápsula.
A dose varia conforme a condição tratada e pode ser ajustada pelo médico; não pare o tratamento sem orientação.
- Depressão: 20 mg uma vez ao dia.
- Bulimia nervosa: 60 mg uma vez ao dia.
- Transtorno obsessivo‑compulsivo: entre 20 mg e 60 mg por dia.
- Transtorno disfórico pré‑menstrual: 20 mg por dia, podendo ser usado continuamente ou apenas nos 14 dias antes da menstruação até o primeiro dia de fluxo, repetindo a cada ciclo.
Pacientes com problemas no fígado, doenças concomitantes ou que tomam muitos medicamentos podem precisar de doses menores ou com menor frequência; converse com seu médico.
Como o Cloridrato de Fluoxetina funciona
Cloridrato de Fluoxetina age aumentando os níveis de serotonina no cérebro, o que melhora sintomas de depressão, ansiedade, bulimia, TOC e transtorno disfórico pré‑menstrual.
Os efeitos terapêuticos costumam aparecer após algumas semanas; se não houver melhora, o médico pode rever a dose.
Contraindicações e advertências do Cloridrato de Fluoxetina
Você não deve usar Cloridrato de Fluoxetina se for alérgico à fluoxetina ou a qualquer componente da cápsula, ou se estiver em tratamento com inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
É preciso cuidado especial em várias situações e avisar seu médico sobre outras doenças, medicamentos ou sintomas novos.
- Aguardar no mínimo 14 dias após suspender um IMAO antes de iniciar fluoxetina; após fluoxetina, aguardar pelo menos 5 semanas antes de iniciar um IMAO.
- Não usar se tiver síndrome congênita do QT longo ou histórico de arritmias graves.
- Observar sinais de ideação suicida, especialmente em pacientes com menos de 25 anos; comunique o médico imediatamente se surgirem pensamentos desse tipo.
- Suspender o tratamento se ocorrer erupção cutânea grave ou reação alérgica.
- Usar com cautela em quem tem histórico de convulsões, hiponatremia, diabetes (ajustar insulina/hipoglicemiantes) ou risco de glaucoma de ângulo estreito.
- Risco de síndrome serotoninérgica quando combinado com outros medicamentos serotoninérgicos ou que afetem metabolismo da serotonina; observar sinais como agitação, febre, tremores e confusão.
- Evitar combinação com linezolida, azul de metileno IV e outros IMAO; se necessário, interromper fluoxetina antes de iniciar esses agentes.
- Informar uso de medicamentos metabolizados pelo CYP2D6, medicamentos do sistema nervoso central, anti‑inflamatórios, ácido acetilsalicílico, varfarina ou erva de São João.
- Este medicamento pode afetar a capacidade de dirigir ou operar máquinas até que você saiba como reage.
- Contém corantes (dióxido de titânio, vermelho de allura 129 e azul brilhante) que podem causar reações alérgicas.
Informe sempre seu médico ou dentista sobre todos os medicamentos que usa para evitar interações perigosas.
Efeitos colaterais do Cloridrato de Fluoxetina (reações adversas)
Cloridrato de Fluoxetina pode causar efeitos indesejáveis; muitos são leves ou transitórios, outros exigem atenção médica.
Abaixo estão reações relatadas organizadas por frequência.
- Muito comum (>10%): diarreia, náusea, fadiga/astenia, dor de cabeça e insônia (incluindo despertar precoce).
- Comum (1–10%): palpitações, visão turva, boca seca, vômitos, diminuição de peso, prolongamento do intervalo QT, problemas de atenção, vertigem, tremor, ansiedade, diminuição da libido, disfunção sexual, suor excessivo, prurido, erupções cutâneas e labilidade emocional.
- Incomum (0,1–1%): dilatação da pupila, disfagia, bruxismo, ataxia, alopécia, hipotensão, epistaxe, constipação, febre e arritmias, entre outros.
- Raro (0,01–0,1%): reação anafilática, convulsão, hipomania/mania, angioedema, vasculite, síndrome abdominal aguda e edema de laringe.
Relatos pós‑comercialização incluem hepatite, síndrome serotoninérgica, priapismo, sangramentos gastrointestinais e outros eventos graves. Sintomas de descontinuação (tontura, alterações do sono, parestesias, ansiedade) podem ocorrer se o tratamento for interrompido bruscamente; procure orientação médica para a suspensão.
Interações medicamentosas do Cloridrato de Fluoxetina
Cloridrato de Fluoxetina pode interagir com vários medicamentos; informe seu médico ou dentista sobre tudo o que usa.
- Medicamentos metabolizados pelo sistema enzimático hepático CYP2D6.
- Medicamentos que agem no sistema nervoso central: fenitoína, carbamazepina, haloperidol, clozapina, diazepam, alprazolam, lítio, imipramina, desipramina.
- Drogas que se ligam a proteínas plasmáticas.
- Ácido acetilsalicílico e anti‑inflamatórios não esteroidais (risco de sangramento aumentado).
- Varfarina: monitorar coagulação ao iniciar ou interromper fluoxetina.
- Erva de São João (Hypericum perforatum): pode aumentar o risco de síndrome serotoninérgica.
Evite álcool e observe que não há dados suficientes sobre interação com nicotina ou com exames laboratoriais. Sempre consulte seu médico antes de associar outros medicamentos.
Cloridrato de Fluoxetina na gravidez e amamentação
O uso de Cloridrato de Fluoxetina na gravidez deve ser avaliado pelo médico, pesando riscos e benefícios.
Uso próximo ao parto pode causar sintomas de retirada no recém‑nascido (tremores, taquipneia, irritabilidade) e há dados que sugerem aumento do risco de hemorragia pós‑parto. Cloridrato de Fluoxetina passa para o leite materno e seu uso é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite; converse com seu médico sobre alternativas.
Superdose e dose esquecida do Cloridrato de Fluoxetina
Em caso de ingestão acidental de grande quantidade, os sintomas podem incluir náusea, vômito, convulsões, alterações cardíacas e do sistema nervoso central. Relatos de morte por superdose isolada são extremamente raros.
Se houver suspeita de overdose, verifique respiração e batimentos cardíacos e procure atendimento médico imediatamente; leve a embalagem se possível.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar, mas não exceda a dose prescrita em 24 horas. Consulte seu médico ou farmacêutico em caso de dúvidas.
Composição do Cloridrato de Fluoxetina
Cada cápsula contém cloridrato de fluoxetina equivalente a 20 mg de fluoxetina e excipientes como celulose microcristalina e estearato de magnésio.
A cápsula é composta de gelatina e corantes: dióxido de titânio, azul brilhante e vermelho allura 129.
Como guardar o Cloridrato de Fluoxetina
Conserve Cloridrato de Fluoxetina em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade, na embalagem original.
Não use após o prazo de validade e mantenha fora do alcance de crianças. Antes de usar, verifique se a cápsula está com aspecto normal; em caso de alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.0464
Registrado e produzido por: EMS S/A
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
Ou
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
SAC: 0800 019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 20/04/2022.
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Venda sob prescrição médica, com retenção da receita.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
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