O Cloridrato de Fluoxetina cápsula dura 20 mg é indicado para o tratamento da depressão, associada ou não à ansiedade. Também é indicado para bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), incluindo sintomas de tensão pré-menstrual, irritabilidade e disforia.
Para que serve o Cloridrato de Fluoxetina
Cloridrato de Fluoxetina é indicado para tratar depressão (com ou sem ansiedade), bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico pré-menstrual (incluindo sintomas como irritabilidade e mal-estar).
O objetivo do tratamento é reduzir os sintomas dessas condições e melhorar o funcionamento diário; a resposta costuma aparecer semanas após o início do tratamento.
Como usar o Cloridrato de Fluoxetina
Tome Cloridrato de Fluoxetina por via oral, com ou sem alimentos, seguindo sempre a orientação do seu médico. Não parta, abra ou mastigue a cápsula.
As doses variam conforme a condição tratada e podem ser ajustadas pelo médico; não ultrapasse 80 mg/dia sem orientação especializada.
- Depressão: dose recomendada de 20 mg ao dia.
- Bulimia nervosa: dose recomendada de 60 mg ao dia.
- TOC: dose entre 20 mg/dia e 60 mg/dia, conforme resposta clínica.
- Transtorno disfórico pré-menstrual: 20 mg/dia, usada continuamente ou intermitentemente (iniciar 14 dias antes da menstruação até o primeiro dia do fluxo; repetir a cada ciclo).
Pacientes com problemas no fígado, doenças associadas ou que usam vários medicamentos podem precisar de doses menores ou menos frequentes. Não interrompa o tratamento sem falar com seu médico.
Como o Cloridrato de Fluoxetina funciona
Cloridrato de Fluoxetina aumenta os níveis de serotonina no cérebro, o que ajuda a melhorar os sintomas da depressão, ansiedade associada, bulimia, TOC e transtorno disfórico pré-menstrual.
A absorção oral é boa e as concentrações plasmáticas máximas ocorrem em 6 a 8 horas; a melhora clínica costuma levar algumas semanas e o médico pode ajustar a dose se não houver resposta.
Contraindicações e advertências do Cloridrato de Fluoxetina
Você não deve usar Cloridrato de Fluoxetina se for alérgico à fluoxetina ou a qualquer excipiente, ou se estiver tomando inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
Há intervalos mínimos recomendados entre suspender um IMAO e iniciar fluoxetina, e entre suspender fluoxetina e iniciar um IMAO; a combinação pode causar eventos graves, até fatais.
- Risco aumentado de ideação ou comportamento suicida em pacientes < 25 anos; comunique o médico se surgirem pensamentos suicidas.
- Use com cautela em quem tem predisposição a arritmias, insuficiência hepática, histórico de convulsões, pressão intraocular elevada ou risco de glaucoma de ângulo estreito.
- Reações alérgicas graves e reações sistêmicas envolvendo pele, fígado, rins ou pulmões foram relatadas; suspenda o medicamento se surgir erupção ou reação alérgica inexplicada.
- Foram descritos casos de hiponatremia, especialmente em idosos e em uso de diuréticos.
- Em diabéticos, pode haver hipoglicemia durante o tratamento e hiperglicemia após a suspensão; ajuste de insulina/antidiabético pode ser necessário.
- Uso concomitante com outros agentes serotoninérgicos (ex.: triptanos, lítio, tramadol, Erva de São João) exige observação cuidadosa por risco de síndrome serotoninérgica.
- Durante a gravidez e amamentação, o uso só é recomendado se o benefício justificar o risco; há relato de sintomas transitórios no recém-nascido se usado próximo ao parto e a fluoxetina é excretada no leite materno.
Cloridrato de Fluoxetina pode afetar julgamento e coordenação; evite dirigir ou operar máquinas até saber como o medicamento lhe afeta.
Efeitos colaterais do Cloridrato de Fluoxetina (reações adversas)
Foram relatadas várias reações adversas com Cloridrato de Fluoxetina; a seguir estão agrupadas por frequência observada.
Reação muito comum (>10%):
- Diarréia, náusea, fadiga (incluindo astenia), dor de cabeça e insônia.
Reação comum (1%–10%):
- Palpitações, visão turva, boca seca, dispepsia, vômitos, calafrios, agitação, perda de peso, prolongamento do intervalo QT, diminuição do apetite, distúrbio de atenção, tontura, alteração do paladar, letargia, sonolência, tremor, sonhos anormais, ansiedade, diminuição da libido, nervosismo, inquietação, tensão, aumento da frequência urinária, distúrbios da ejaculação, sangramentos ginecológicos, disfunção erétil, bocejo, sudorese excessiva, prurido, erupções cutâneas, urticária, rubor e labilidade emocional.
Reação incomum a rara e relatos pós-comercialização:
- Incluem midríase, disfagia, mioclonia, bruxismo, alterações de humor, convulsões, mania/hipomania, reações anafiláticas, angioedema, vasculites, problemas hepáticos raros, síndrome serotoninérgica, sangramentos gastrointestinais, disfunção sexual que pode persistir após a descontinuação, priapismo e outros eventos graves listados na bula.
Interromper o tratamento abruptamente pode causar sintomas de descontinuação como tontura, alterações do sono, parestesias, ansiedade, agitação e irritabilidade; peça orientação médica para suspender.
Informe ao seu médico, dentista ou farmacêutico qualquer reação indesejada.
Interações medicamentosas do Cloridrato de Fluoxetina
Cloridrato de Fluoxetina pode interagir com vários medicamentos; informe sempre os remédios que você usa e peça orientação ao médico.
Administrar com cautela ou monitorar quando combinado com:
- Medicamentos metabolizados pelo CYP2D6 (subgrupo do citocromo P450).
- Outros agentes que atuam no sistema nervoso central, como fenitoína, carbamazepina, antipsicóticos (ex.: haloperidol, clozapina), benzodiazepínicos (ex.: diazepam, alprazolam), lítio, imipramina, desipramina.
- Drogas que se ligam a proteínas plasmáticas.
- Ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios não esteroidais (risco aumentado de sangramento).
- Varfarina: monitorar coagulação ao iniciar ou suspender fluoxetina.
Evite combinação com IMAO e linezolida ou azul de metileno IV; podem ocorrer eventos graves. Erva de São João pode aumentar o risco de síndrome serotoninérgica. A associação com álcool não é aconselhada. Informe seu médico sobre eletroconvulsoterapia, pois houve relatos raros de convulsões prolongadas.
Cloridrato de Fluoxetina na gravidez e amamentação
O uso de Cloridrato de Fluoxetina na gravidez só deve ser considerado se os benefícios superarem os riscos para o feto, levando em conta os riscos do não tratamento da depressão.
Se usado próximo ao parto, recém-nascidos relataram raramente sintomas transitórios de retirada (tremores, dificuldade de sucção, respiração rápida, irritabilidade) e há sinais de aumento do risco de hemorragia pós-parto. A fluoxetina passa para o leite materno; cuide com a amamentação e consulte o médico.
Superdose e dose esquecida do Cloridrato de Fluoxetina
Em casos de superdose isolada a evolução costuma ser favorável, mas há relatos de náusea, vômito, convulsões, alterações cardíacas (incluindo episódios raros de Torsade de Pointes), alterações respiratórias e comprometimento do sistema nervoso central.
Se suspeitar de overdose, verifique respiração e pulso e leve a pessoa rapidamente a atendimento médico, levando a embalagem quando possível. Não há antídoto conhecido.
Se esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar; não tome mais do que a dose prescrita nas 24 horas. Em caso de dúvidas, consulte o farmacêutico ou o médico.
Composição do Cloridrato de Fluoxetina
Cada cápsula contém cloridrato de fluoxetina equivalente a 20 mg de fluoxetina base.
- Cloridrato de fluoxetina: 22,360 mg (equivalente a 20 mg de fluoxetina base).
- Excipientes: amido, talco e lactose.
Aspecto: cápsula de gelatina dura, corpo bege e tampa verde clara, contendo pó branco.
Como guardar o Cloridrato de Fluoxetina
Conserve Cloridrato de Fluoxetina na embalagem original, em temperatura ambiente entre 15° e 30°C, protegido da luz e da umidade.
Validade: 24 meses a partir da fabricação (veja o cartucho). Não use o medicamento com prazo vencido e mantenha fora do alcance das crianças. Se o aspecto do produto mudar, consulte o farmacêutico antes de usar.
Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SÓ PODE SER VENDIDO SOB RETENÇÃO DA RECEITA.
Registro MS: 1.0497.1428
UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90
Embu-Guaçu/SP – CEP: 06900-000
CNPJ: 60.665.981/0001-18
Indústria Brasileira
Farm. Resp.: Florentino de Jesus Krencas
CRF-SP: 49136
Fabricado na unidade fabril:
Trecho 1, Conj. 11, Lote 06/12
Polo de Desenvolvimento JK
Brasília – DF – CEP: 72.549-555
CNPJ 60.665.981/0007-03
Indústria Brasileira
Ou
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Indústria Brasileira
Embalado por:
Anovis Industrial Farmacêutica Ltda
Taboão da Serra – SP
Industria Brasileira
SAC 0800 011 1559
Esta bula foi atualizada conforme bula padrão publicada em 19/11/2020.
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 08/07/2021, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
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