A Dexametasona comprimido 4 mg (embalagem com 10 comprimidos) é destinada ao tratamento de condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores dos corticosteroides são desejados. Entre as indicações estão distúrbios reumáticos, dermatológicos, oftalmológicos, pulmonares, hematológicos e gastrintestinais, além de edema cerebral e usos em doenças neoplásicas, conforme a bula.
Para que serve a Dexametasona
Dexametasona é um corticosteroide usado quando se deseja reduzir inflamação ou modular a resposta imune em várias doenças.
Ela é indicada para problemas alérgicos graves, doenças reumáticas agudas ou em exacerbação, dermatoses graves, inflamações oculares, algumas doenças endócrinas, condições pulmonares específicas, determinados distúrbios hematológicos, apoio paliativo em alguns tumores e para reduzir edema cerebral em diversas causas, entre outras situações em que glicocorticoides são úteis.
Como usar a Dexametasona
Os comprimidos devem ser tomados por via oral com meio copo de água; a segurança e eficácia são descritas apenas para uso oral.
A posologia é individualizada conforme a gravidade da doença e a resposta ao tratamento; a dose inicial usual varia de 0,75 mg a 15 mg por dia. Em crianças, costuma-se reduzir a dose, guiando-se mais pela gravidade da afecção que por peso.
Quando o tratamento durar mais que alguns dias, a dose deve ser reduzida gradualmente; em crises agudas podem ser usadas doses maiores por curto período. Não interrompa o medicamento sem orientação médica, pois a suspensão abrupta após terapia prolongada pode causar sintomas de retirada.
Como a Dexametasona funciona
Dexametasona é um glicocorticoide sintético com potente ação anti-inflamatória.
Mesmo em doses baixas pode reduzir inflamação; seu efeito sobre equilíbrio de sais e água é relativamente fraco, por isso é particularmente usada em afecções alérgicas, inflamatórias e outras doenças que respondem a glicocorticoides.
Contraindicações e advertências da Dexametasona
Dexametasona é contraindicada em infecções fúngicas sistêmicas, em caso de hipersensibilidade a sulfitos ou a qualquer componente da fórmula, e durante administração de vacinas com vírus vivo quando em doses imunossupressoras.
Use com cautela ou evite nas seguintes situações:
- infecções ativas não controladas;
- infarto recente do miocárdio (risco de ruptura cardíaca relatado);
- hipertensão, insuficiência renal, osteoporose, miastenia grave;
- doença intestinal com risco de perfuração, diverticulite, anastomose intestinal recente;
- histórico de tuberculose (somente em casos fulminantes ou disseminados e sempre com terapêutica antituberculosa adequada);
- pacientes com hipotireoidismo ou cirrose, nos quais o efeito dos esteroides pode ser maior;
- herpes simples oftálmica e risco aumentado de infecções oculares por fungos ou vírus.
Durante e após tratamento prolongado, a retirada abrupta pode causar insuficiência adrenocortical relativa; em situações de estresse clínico pode ser necessário reinstituir ou aumentar a dose. Informe seu médico sobre qualquer outro medicamento que use e sobre sinais de infecção ou alterações de saúde.
Efeitos colaterais da Dexametasona (reações adversas)
Podem ocorrer várias reações adversas associadas ao uso de corticosteroides; a frequência exata não é conhecida.
Reações relatadas incluem:
- Sistemas líquidos/eletrolíticos: retenção de sódio e líquidos, hipertensão, perda de potássio.
- Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia, osteoporose, fraturas por compressão, necrose asséptica.
- Gastrointestinais: úlcera péptica com perfuração e hemorragia, perfuração intestinal, pancreatite.
- Dermatológicas: pele fina, retardo de cicatrização, acne, equimoses, erupções alérgicas e angioedema.
- Neurológicas/psiquiátricas: cefaleia, vertigem, convulsões, depressão, euforia e distúrbios psicóticos.
- Endócrinas/metabólicas: alterações menstruais, hiperglicemia, supressão adrenocortical, retardo de crescimento em crianças, sinais de síndrome de Cushing.
- Oftálmicas: catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intraocular e glaucoma.
- Imunológicas/hematológicas: imunossupressão, risco aumentado de infecções, alterações de contagem de células sanguíneas.
Outros efeitos raros ou pós-comercialização incluem aumento de peso, náusea, insônia, tremores e reações alérgicas. Informe seu médico ou farmacêutico se notar qualquer reação indesejada.
Interações medicamentosas da Dexametasona
Dexametasona pode interagir com vários medicamentos e afetar exames laboratoriais; algumas interações exigem atenção ou ajuste posológico.
- Ácido acetilsalicílico: pode diminuir a eficácia da dexametasona.
- Fenitoína, fenobarbital, rifampicina (e efedrina): aumentam o metabolismo dos corticosteroides, reduzindo seus níveis e exigindo ajuste da dose.
- Corticosteroides podem alterar resultados de testes como o teste de supressão pela dexametasona e testes de infecção bacteriana (NBT).
- Anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina pode ser alterado; monitorização frequente é recomendada.
- Diuréticos que reduzem potássio: risco aumentado de hipocalemia; observar os níveis de potássio.
- Uso concomitante com medicamentos que aumentam risco de sangramento (incluindo em dengue): risco de hemorragia aumentado.
- Vacinas com vírus vivos são contraindicadas em pacientes em doses imunossupressoras; a resposta a vacinas inativadas pode ser reduzida.
Informe seu médico sobre todos os medicamentos e vacinas planejadas antes de iniciar o tratamento.
Dexametasona na gravidez e amamentação
Não há estudos controlados suficientes para garantir a segurança da dexametasona na gravidez; o uso exige avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos pelo médico.
Crianças nascidas de mães que receberam doses substanciais durante a gestação devem ser observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo. Dexametasona não deve ser usada por mulheres grávidas sem orientação médica. Durante a amamentação é contraindicado o uso, pois o fármaco é excretado no leite e pode causar efeitos indesejáveis no bebê; mães em doses farmacológicas devem ser aconselhadas a não amamentar, salvo orientação médica muito específica.
Superdose e dose esquecida da Dexametasona
Superdose aguda de glicocorticoides é rara e não existe antídoto específico; o tratamento é de suporte e sintomático.
Em caso de ingestão de grande quantidade, procure socorro médico rapidamente e, se possível, leve a embalagem ou bula; para orientações por telefone utilize 0800 722 6001.
Se esquecer uma dose, tome a próxima dose no horário habitual e não duplique a dose para compensar a falta. Em caso de dúvida, consulte o farmacêutico ou seu médico.
Composição da Dexametasona
Cada comprimido contém 4 mg de dexametasona como ingrediente ativo.
Excipientes: álcool etílico, amido, manitol, estearato de magnésio e povidona. O comprimido é branco, circular e biconvexo.
Antes de usar, observe o aspecto; se houver alteração mesmo dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico para orientação.
Como guardar a Dexametasona
Conservar em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, na embalagem original.
Não use medicamento fora do prazo de validade. Mantenha fora do alcance de crianças e verifique o aspecto do comprimido antes de usar; qualquer alteração deve ser comunicada ao farmacêutico.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0552
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ - 17.159.229/0001-76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 - DAIA
CEP 75132-140 - Anápolis - GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 09/07/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
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