O Dicloridrato de Pramipexol comprimido 0,25 mg, embalagem com 30 comprimidos, é indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida, podendo ser usado isoladamente ou em associação com levodopa. Também é indicado para o tratamento dos sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas sem causa conhecida.
Para que serve o Dicloridrato de Pramipexol
Dicloridrato de pramipexol é usado para reduzir os sinais e sintomas da doença de Parkinson sem causa conhecida e também para aliviar os sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) sem causa conhecida.
Pode ser usado sozinho ou junto com levodopa no tratamento da doença de Parkinson, conforme a orientação do seu médico.
Como usar o Dicloridrato de Pramipexol
Tome os comprimidos com água, com ou sem alimentos, nos horários e doses indicados pelo médico. Não interrompa o tratamento sem orientação.
Doença de Parkinson: a dose diária é dividida em três tomadas e o tratamento começa com doses baixas que vão sendo aumentadas a cada 5 a 7 dias até alcançar o efeito desejado.
- Esquema inicial (exemplo de ajuste): semana 1: 0,125 mg três vezes ao dia (0,375 mg/dia); semana 2: 0,25 mg três vezes ao dia (0,75 mg/dia); semana 3: 0,5 mg três vezes ao dia (1,5 mg/dia).
- Se necessário, o médico pode acrescentar 0,75 mg por dia semanalmente até o máximo de 4,5 mg/dia.
- Manutenção: dose individual entre 0,375 mg/dia e 4,5 mg/dia.
- Descontinuação: reduzir gradualmente, por exemplo diminuindo 0,75 mg/dia até 0,75 mg/dia e depois 0,375 mg/dia.
Pacientes em uso de levodopa podem ter a dose de levodopa reduzida pelo médico durante o ajuste. Quem tem problemas renais pode necessitar de ajuste de dose; não é necessária redução em insuficiência hepática segundo a bula.
Síndrome das Pernas Inquietas: a dose inicial recomendada é 0,125 mg uma vez ao dia, 2 a 3 horas antes de dormir, podendo aumentar a cada 4 a 7 dias até 0,75 mg/dia se necessário. O tratamento pode ser interrompido sem redução gradual, mas os sintomas podem retornar.
Como o Dicloridrato de Pramipexol funciona
Pramipexol age no cérebro sobre os receptores dopaminérgicos, ajudando a melhorar os problemas de movimento na doença de Parkinson.
Além disso, protege neurônios dos efeitos da levodopa. O mecanismo de ação na Síndrome das Pernas Inquietas ainda não é conhecido.
Contraindicações e advertências do Dicloridrato de Pramipexol
Você não deve usar dicloridrato de pramipexol se for alérgico à substância ativa ou a qualquer componente da fórmula.
O medicamento pode causar sonolência e até episódios de sono súbito; por isso não dirija nem opere máquinas até saber como reage ao tratamento. Também pode provocar tontura, desmaios ou perda de consciência, elevando o risco de quedas.
- Gravidez e amamentação: só use na gravidez se os benefícios justificarem os riscos; não amamente durante o tratamento, pois pode haver inibição da produção de leite.
- Alterações psiquiátricas: pode ocorrer alucinação, confusão, mania, delírio ou comportamentos compulsivos (compras, jogo, sexo, alimentação). Informe seu médico se surgirem.
- Interações e uso com antipsicóticos: a associação não é recomendada; em caso de distúrbios psicóticos, o médico avaliará os riscos.
- Problemas renais: a dose deve ser ajustada por seu médico.
- Risco cardiovascular: monitorização da pressão arterial pode ser necessária, especialmente no início do tratamento, por risco de queda da pressão ao levantar-se.
- Distonias e síndrome de abstinência: podem ocorrer distonias e, ao interromper abruptamente, sintomas semelhantes à síndrome neuroléptica maligna ou síndrome de abstinência medicamentosa; por isso o médico deve acompanhar e orientar sobre redução gradual quando indicado.
Você e seu médico também devem monitorar sinais de melanoma durante o uso, pois pacientes com Parkinson têm risco aumentado dessa neoplasia. Avise ao médico sobre qualquer alteração de visão ou pele.
Efeitos colaterais do Dicloridrato de Pramipexol (reações adversas)
Este medicamento pode causar reações adversas; algumas são mais frequentes na doença de Parkinson e outras na Síndrome das Pernas Inquietas.
Doença de Parkinson — principais reações:
- Muito comuns: tontura, movimentos repetitivos involuntários, sonolência e enjoo.
- Comuns: comportamentos anormais (transtornos de controle de impulsos), sonhos anormais, confusão, alucinações, insônia, cefaleia, distúrbios visuais (visão dupla, embaçada ou redução), hipotensão, prisão de ventre, vômito, fraqueza, edema nas pernas e perda de peso.
- Incomuns: pneumonia, compulsões (compras, sexo, jogo), amnésia, delírio, alterações do desejo sexual, paranoia, inquietação, início súbito do sono, desmaios, falta de ar, soluços, reações cutâneas e alérgicas, ganho de peso.
- Rara: mania.
- Frequência desconhecida: desequilíbrio hormonal (secreção inadequada de ADH), perda da função cardíaca, torcicolo anterior e síndrome de abstinência medicamentosa.
Síndrome das Pernas Inquietas — principais reações:
- Muito comum: enjoo e aumento dos sintomas da SPI.
- Comuns: sonhos anormais, insônia, tontura, dor de cabeça, sonolência, prisão de ventre, vômito e fraqueza.
- Incomuns: confusão, alucinações, alterações do desejo sexual, inquietação, movimentos repetitivos, início súbito do sono, desmaios, distúrbios visuais, hipotensão, falta de ar, soluços, reações cutâneas, edema e variações de peso.
- Frequência desconhecida: pneumonia, secreção inadequada de ADH, comportamentos anormais (compulsões), mania, delírio, paranoia, amnésia, perda da função cardíaca, torcicolo anterior e síndrome de abstinência.
Alguns pacientes podem apresentar hipotensão no início do tratamento, principalmente se a dose for aumentada muito rápido. Informe seu médico sobre qualquer reação indesejada.
Interações medicamentosas do Dicloridrato de Pramipexol
Algumas substâncias podem alterar os efeitos do dicloridrato de pramipexol ou aumentar o risco de efeitos adversos; informe seu médico sobre todos os medicamentos que usa.
- Cimetidina e amantadina: podem aumentar o efeito do pramipexol, levando a agitação, alucinações ou movimentos involuntários; seu médico pode reduzir a dose.
- Antipsicóticos: não é recomendável combinar, pois podem piorar os sintomas do Parkinson.
- Levodopa: durante o aumento da dose de pramipexol, o médico costuma reduzir a levodopa; mantenha o acompanhamento médico.
- Outros sedativos ou álcool: podem aumentar o efeito sedativo do pramipexol, por isso cautela ao associar.
Não comece, pare ou mude doses de medicamentos sem avisar seu médico ou cirurgião-dentista.
Dicloridrato de Pramipexol na gravidez e amamentação
Estudos em animais não mostraram malformações, mas houve toxicidade embrionária em ratos em doses tóxicas para a mãe. Use durante a gravidez somente se os benefícios justificarem os riscos para o bebê.
Não se sabe se o medicamento é excretado no leite humano; durante a amamentação não deve ser usado, pois pode inibir a produção de leite.
Superdose e dose esquecida do Dicloridrato de Pramipexol
Em caso de ingestão excessiva espera-se náusea, vômito, movimentos excessivos, alucinações, agitação e queda de pressão. Não há antídoto específico; pode ser necessário suporte médico, lavagem gástrica, reposição de líquidos e monitorização.
Se ocorrer superdose, procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem. Para orientação, pode-se ligar para 0800 722 6001.
Esquecimento de dose: retome as tomadas no horário habitual. Não duplique a dose para compensar a esquecida. Em caso de dúvida, consulte seu farmacêutico ou médico.
Composição do Dicloridrato de Pramipexol
Cada comprimido contém dicloridrato de pramipexol monoidratado em diferentes quantidades conforme a apresentação e excipientes comuns.
- Comprimido 0,125 mg: 0,125 mg do sal (equivalente a 0,088 mg de pramipexol).
- Comprimido 0,25 mg: 0,25 mg do sal (equivalente a 0,18 mg de pramipexol).
- Comprimido 1 mg: 1 mg do sal (equivalente a 0,7 mg de pramipexol).
Excipientes: manitol, croscarmelose sódica, dióxido de silício, povidona e ácido esteárico.
Como guardar o Dicloridrato de Pramipexol
Guarde em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade, na embalagem original.
Antes de usar, verifique o aspecto do comprimido: 0,25 mg é branco, oblongo, biconvexo e monossectado; 0,125 mg e 1 mg têm aparência descrita na bula. Não utilize medicamento com prazo de validade vencido.
Mantenha fora do alcance das crianças e confira lote e datas na embalagem.
Dizeres legais
Registro: 1.0235.1083
Para as concentrações 0,125 mg, 0,25 mg e 1 mg:
Registrado e produzido por: EMS S/A
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria Brasileira
Ou
Para a concentração de 1 mg:
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
Esta bula foi atualizada conforme bula padrão aprovada pela Anvisa em 23/09/2025.
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Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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