A Gliclazida comprimido 30 mg é um agente antidiabético oral da classe das sulfonilureias que reduz os níveis sanguíneos de açúcar. É indicada para tratamento do diabetes tipo 2, inclusive em pacientes obesos, idosos ou com complicações vasculares.
Para que serve a Gliclazida
Gliclazida é um antidiabético oral da classe das sulfonilureias que ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue.
É usada no tratamento do diabetes tipo 2, inclusive em pacientes obesos, idosos ou com complicações vasculares, quando o uso de insulina não é necessário.
Como usar a Gliclazida
Tome Gliclazida por via oral sempre no café da manhã e logo antes ou seguida de uma refeição; procure manter o mesmo horário diariamente.
A dose deve ser definida pelo seu médico com base no controle da glicemia; não mude a dose sem orientação.
- 30 mg: dose usual de 1 a 4 comprimidos (máx. 120 mg) em uma única tomada no café da manhã. Os comprimidos de 30 mg devem ser engolidos inteiros.
- 60 mg: dose usual de 1/2 a 2 comprimidos ao dia (máx. 120 mg) em uma única tomada no café da manhã; o comprimido de 60 mg pode ser dividido ao meio e não deve ser mastigado ou triturado.
Se o controle do açúcar se alterar por perda de peso, mudança de atividade, estresse ou por iniciar outros antidiabéticos, seu médico pode ajustar a dose. Não pare o tratamento sem orientação médica.
Como a Gliclazida funciona
Após as refeições o pâncreas libera insulina para controlar o açúcar no sangue; no diabetes tipo 2 essa liberação é insuficiente.
Gliclazida estimula o pâncreas a liberar insulina no momento e na quantidade adequados, ajudando a controlar a hiperglicemia. Em muitos pacientes é possível notar efeito em cerca de duas semanas.
Contraindicações e advertências da Gliclazida
Gliclazida não deve ser usada por pessoas com alergia à gliclazida, a outros componentes do produto, às sulfoniureias ou a sulfonamidas hipoglicemiantes, nem por quem tem diabetes tipo 1, cetoacidose, pré-coma ou coma diabético.
Também é contraindicada em casos de doença renal ou hepática graves, durante amamentação, e em menores de 18 anos.
- Pessoas com deficiência de G6PD correm risco de anemia hemolítica; informe seu médico se isso ocorrer na sua família.
- Casos de porfiria foram descritos com sulfonilureias; informe se tiver porfiria.
- Sua capacidade de atenção e reação pode diminuir se ocorrer hipoglicemia ou problemas visuais; evite dirigir em episódios frequentes de hipoglicemia ou quando faltar sinais de alerta.
- Gravidez: o tratamento não é recomendado; informe seu médico se estiver grávida, amamentando, planeja engravidar ou suspeita de gravidez.
Durante o tratamento, monitore regularmente a glicemia (e possivelmente glicemia urinária) e a HbA1c; nas primeiras semanas o risco de hipoglicemia pode aumentar e exigirá acompanhamento médico.
Efeitos colaterais da Gliclazida (reações adversas)
Os efeitos indesejáveis mais importantes incluem hipoglicemia, que pode evoluir para sonolência, perda de consciência e, em casos graves, coma; trate rapidamente com açúcar e procure ajuda médica se necessário.
Também foram relatados problemas no fígado, reações de pele e alterações no sangue; pare o medicamento e procure atendimento em caso de sinais graves.
- Reações mais comuns: hipoglicemia (sintomas: fome, tremores, sudorese, tontura, confusão, alterações na fala e visão, alterações do ritmo cardíaco).
- Fígado: relatos isolados de função hepática anormal e icterícia.
- Pele: erupção, vermelhidão, coceira, urticária, bolhas, angioedema; em reações graves (bolhas extensas, descamação, DRESS) pare o tratamento e busque ajuda imediata.
- Sangue: redução de células sanguíneas (p. ex. plaquetas, leucócitos, hemácias) com sinais como palidez, contusões fáceis, sangramentos, dor de garganta e febre.
- Digestivo: dor abdominal, náusea, vómito, indigestão, diarreia ou constipação, que podem diminuir se tomado com as refeições.
- Visão: alterações visuais transitórias, especialmente no início do tratamento, relacionadas a variações glicêmicas.
Informe seu médico, dentista ou farmacêutico sobre qualquer reação adversa observada.
Interações medicamentosas da Gliclazida
Informe sempre seu médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que toma, inclusive os sem prescrição, pois muitos podem alterar o efeito da gliclazida.
Alguns medicamentos aumentam o risco de hipoglicemia ao interagirem com gliclazida; outros reduzem seu efeito, causando hiperglicemia.
Medicamentos que podem aumentar o efeito hipoglicemiante (exemplos):
- outros antidiabéticos orais, agonistas de GLP-1 ou insulina;
- certos antibióticos (sulfonamidas, claritromicina);
- betabloqueadores e alguns inibidores da ECA (captopril, enalapril);
- antifúngicos (miconazol, fluconazol);
- antiulcerosos H2, inibidores da MAO, fenilbutazona, ibuprofeno e medicamentos que contenham álcool.
Medicamentos que podem reduzir o efeito hipoglicemiante (exemplos):
- clorpromazina, corticosteroides, agonistas beta usados na asma (salbutamol IV, ritodrina, terbutalina), danoazol e preparações com Erva de São João.
Antibióticos da classe das fluoroquinolonas podem provocar tanto hipoglicemia quanto hiperglicemia, especialmente em idosos. Gliclazida pode aumentar o efeito de anticoagulantes como varfarina.
Alimentos e bebidas: pode ser tomado com alimentos e bebidas não alcoólicas; evite álcool, que altera o controle glicêmico. Atenção: contém lactose; não use se tiver síndrome de má absorção de glicose-galactose.
Gliclazida na gravidez e amamentação
O uso de Gliclazida não é recomendado durante a gravidez e não deve ser usado durante a amamentação.
Se estiver grávida, planejando engravidar ou amamentando, fale com seu médico para avaliar opções de tratamento mais adequadas.
Superdose e dose esquecida da Gliclazida
Se tomar muitos comprimidos, procure imediatamente atendimento médico ou serviços de emergência; os sinais de overdose são os da hipoglicemia descritos anteriormente.
Se estiver consciente, hipoglicemia deve ser tratada rapidamente com açúcar (4 a 6 torrões ou bebida adocicada) seguido de uma refeição; paciente inconsciente não deve receber alimentos ou líquidos pela boca e precisa de ajuda médica urgente.
- Leve a embalagem ou bula e, se necessário, ligue para o serviço de orientação indicado na bula.
Se você esquecer uma dose, tome a próxima no horário habitual; não compense a dose perdida tomando duas de uma vez. Em caso de dúvida, consulte o farmacêutico ou o médico.
Composição da Gliclazida
Cada comprimido de liberação prolongada contém gliclazida 30 mg ou 60 mg, além de excipientes.
Excipientes incluídos: amido, lactose monoidratada, citrato de sódio di-hidratado, hipromelose e estearato de magnésio.
Se você tem intolerância à lactose ou síndrome de má absorção de glicose-galactose, não use este medicamento.
Como guardar a Gliclazida
Guarde Gliclazida na embalagem original, em temperatura ambiente entre 15 e 30°C, protegida da umidade e fora do alcance das crianças.
Observe o aspecto dos comprimidos antes de usar; se notar alteração mesmo dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico. Não use produto vencido.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.2352.0269
Produzido por:
Sun Pharmaceutical Industries Limited.
Village Ganguwala, Paonta Sahib 173025,
District Sirmour, Himachal Pradesh – India
Registrado e importado por:
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
R. Francisco de S e Melo, 252, Armazéns 1 e 2 Anexo parte 1B, Cordovil, Rio de Janeiro – RJ
CEP: 21.010-410
CNPJ: 73.663.650/0001-90
SAC: 0800 704 7222
VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
GLI_VPAC_07
02/2026
Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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