O Glif comprimido revestido 10 mg é indicado, junto com dieta e exercícios, para melhorar o controle glicêmico no diabetes mellitus tipo 2 como monoterapia, em combinação com outros antidiabéticos ou como terapia de combinação inicial com metformina, e para prevenção de insuficiência cardíaca e nefropatia. Também é indicado para tratamento de insuficiência cardíaca crônica e de doença renal crônica em pacientes adultos; não é indicado para diabetes tipo 1 nem para tratamento de cetoacidose diabética.
Para que serve o Glif
Glif (dapagliflozina) é usado para melhorar o controle do açúcar no sangue em adultos com diabetes mellitus tipo 2, junto com dieta e exercícios.
Também pode ser usado em combinação com outros antidiabéticos e tem indicações para reduzir risco de agravamento de insuficiência cardíaca e de doença renal crônica em pacientes com diabetes tipo 2; além disso, é indicado para tratamento da insuficiência cardíaca crônica e da doença renal crônica em adultos.
Como usar o Glif
Tome um comprimido de 10 mg de Glif uma vez ao dia, em qualquer horário, com ou sem alimentos, conforme orientado pelo médico.
Para combinação inicial com metformina, a associação usada nos estudos foi dapagliflozina 10 mg mais metformina 500 mg uma vez ao dia; ajustes de metformina dependem do médico. Não parta, mastigue ou tome por via diferente da oral.
Não é necessário ajustar a dose por insuficiência renal ou hepática; a eficácia glicêmica é reduzida quando TFGe for menor que 45 mL/min/1,73m2. Segurança e eficácia em crianças e adolescentes não foram estabelecidas.
Como o Glif funciona
Glif age nos rins bloqueando o cotransportador SGLT2, reduzindo a reabsorção de glicose e aumentando sua eliminação pela urina, o que ajuda a baixar o açúcar no sangue.
Esse efeito também influencia a pressão sobre os filtros renais (glomérulos) e aumenta a eliminação de água na urina, o que pode trazer benefícios à função renal e ao coração. Redução do açúcar em jejum foi observada após uma semana de tratamento em estudos.
Contraindicações e advertências do Glif
Você não deve usar Glif se for alérgico à dapagliflozina ou a qualquer componente do comprimido, ou se estiver grávida sem orientação médica.
Informe seu médico sobre histórico de diabetes tipo 1, cetoacidose, problemas renais graves, infecções urinárias recorrentes, ou qualquer outro medicamento que tome. Pare e procure atendimento se houver sinais de infecção genital grave ou fasciíte necrosante do períneo (inchaço, vermelhidão, dor na área genital com febre ou mal-estar).
- Não usar para diabetes mellitus tipo 1.
- Não indicado para tratamento da cetoacidose diabética.
- Não usar no 2º e 3º trimestres de gravidez, nem durante a amamentação.
- Uso concomitante com insulina ou secretagogos pode aumentar risco de hipoglicemia; médico pode reduzir essas doses.
- Contém dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo como corantes.
A função renal deve ser avaliada antes e durante o tratamento; em TFGe < 45 mL/min/1,73m2 a redução da glicose é menor e pode ser necessário ajuste do plano terapêutico.
Efeitos colaterais do Glif (reações adversas)
Glif pode causar efeitos indesejados; alguns exigem procura imediata de atendimento médico.
Procure atendimento se ocorrer angioedema (inchaço de face, língua ou garganta), sinais de cetoacidose (náusea, vômito, dor abdominal, respiração rápida, confusão) ou sintomas de fasciíte necrosante do períneo.
Reações relatadas incluem:
- Muito frequente: hipoglicemia quando usado com sulfonilureia ou insulina (sinais: tremores, sudorese, fome, confusão).
- Frequente: infecções genitais (candidíase), dor nas costas, aumento da micção, tontura, erupção cutânea, alterações laboratoriais no colesterol e nos glóbulos vermelhos.
- Incomum: desidratação, sede, prisão de ventre, boca seca, perda de peso, aumentos transitórios de creatinina/ureia.
- Muito raro: nefrite tubulointersticial e fasciíte necrosante do períneo.
Se notar sinais de infecção urinária grave (febre, calafrios, dor lombar, queimação ao urinar ou sangue na urina), consulte seu médico imediatamente.
Interações medicamentosas do Glif
Informe seu médico sobre todos os medicamentos que usa; algumas combinações podem exigir ajuste de dose ou monitoramento.
Em estudos, diversos medicamentos não alteraram a dapagliflozina de forma clinicamente relevante, enquanto rifampicina diminuiu e ácido mefenâmico aumentou os níveis de dapagliflozina sem efeito significativo na eliminação de glicose na urina.
- Medicamentos sem alteração significativa observada: metformina, pioglitazona, sitagliptina, glimepirida, voglibose, hidroclorotiazida, bumetanida, valsartana, sinvastatina, digoxina, varfarina.
- Rifampicina e ácido mefenâmico: mudanças nos níveis da dapagliflozina observadas sem efeito clinicamente significativo na glicúria em 24 h.
- Lítio: pode haver redução das concentrações séricas de lítio; ajuste de dose pode ser necessário.
- Mencione uso de sulfonilureias ou insulina, pois aumentam risco de hipoglicemia.
- Medicamentos catiônicos (ex.: amilorida, digoxina, morfina, procainamida, quinidina, quinina, ranitidina, triantereno, trimetoprima, vancomicina) requerem atenção.
Os efeitos de fumo, dieta, fitoterápicos e álcool sobre Glif não foram especificamente estudados.
Glif na gravidez e amamentação
Glif não deve ser usado durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez e não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Não use durante a amamentação, pois não se sabe se a dapagliflozina passa para o leite materno; o medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite humano. Consulte o médico para alternativas de tratamento ou alimentação do bebê.
Superdose e dose esquecida do Glif
Em casos de superdose, os estudos não mostraram aumentos claros de eventos adversos relacionados a eletrólitos ou função renal, mas tratamento de suporte deve ser iniciado conforme o quadro clínico.
Leve a embalagem e procure socorro médico imediatamente; em dúvida, ligue para 0800 722 6001. A remoção por hemodiálise não foi estudada.
Se esquecer uma dose, tome-a assim que lembrar. Se estiver perto do horário da próxima dose, pule a dose perdida. Não tome duas doses ao mesmo tempo e consulte seu médico em caso de dúvidas.
Composição do Glif
Cada comprimido revestido contém 10 mg de dapagliflozina e excipientes q.s.p. para 1 comprimido.
Excipientes: manitol, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo, hiprolose, hipromelose e macrogol.
Como guardar o Glif
Conserve em temperatura ambiente entre 15ºC e 30ºC, protegido da umidade, dentro da embalagem original.
Verifique lote e validade na embalagem e não use após o prazo. Antes de usar, observe o aspecto; se notar alteração mesmo dentro do prazo, consulte o farmacêutico. Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro: 1.0043.1564
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 12/12/2025.
Produzido por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A
Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 - Itapevi-SP
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Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.
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