O Gynpro, cápsula mole 100 mg (embalagem com 60 cápsulas), é indicado por via oral e vaginal para tratar distúrbios da ovulação relacionados à deficiência de progesterona, amenorreia secundária, alterações benignas da mama e insuficiência lútea, além de suplementação na pré‑menopausa e em terapias de reprodução assistida. A via vaginal pode substituir a oral em caso de sonolência ou vertigem.
Para que serve o Gynpro
GYNPRO é usado como reposição ou suporte de progesterona quando os ovários não produzem progesterona suficiente.
- Via oral: trata distúrbios de ovulação por deficiência de progesterona (dor e outras alterações do ciclo menstrual, amenorreia secundária, alterações benignas da mama), insuficiência lútea e como complemento à terapia com estrogênio na pré-menopausa/menopausa.
- Via vaginal: suporte de progesterona em insuficiência ovariana (ex.: doação de óvulos), suplementação da fase lútea em fertilização in vitro/ICSI, em ciclos espontâneos ou induzidos para subfertilidade/infertilidade por anovulação, e em ameaça ou prevenção de aborto precoce por insuficiência lútea (primeiros três meses).
Se ocorrer sonolência ou tontura com a via oral, a via vaginal pode ser usada como alternativa.
Como usar o Gynpro
Seu médico escolherá via (oral ou vaginal), dose e duração do tratamento conforme a indicação.
Via oral: tome com um copo d'água, de preferência com o estômago vazio e à noite, antes de dormir, salvo orientação em contrário.
- Insuficiência de progesterona: 200 a 300 mg por dia (média).
- Insuficiência lútea/alterações cíclicas: 200 a 300 mg por dia durante 10 dias por ciclo (geralmente do 16º ao 25º dia); esquema exemplo: 200 mg em dose única à noite ou 300 mg divididos (100 mg 2h após o desjejum e 200 mg ao deitar).
- Terapia de reposição na menopausa (com estrogênio): 100 a 200 mg por dia, com esquemas de dose única ou dividida conforme orientação (veja opções de 25–30 dias por mês, ou 12–14 dias por mês); sangramento de privação é comum com 200 mg.
Via vaginal: introduza cada cápsula profundamente na vagina.
- Doação de oócitos/insuficiência ovariana: 200 mg do 15º ao 25º dia; a partir do 26º dia ou em caso de gravidez a dose pode ser aumentada até 600 mg/dia (dividida), mantida até o 60º dia, não usar após a 12ª semana de gravidez.
- Fertilização in vitro/ICSI: 600 a 800 mg/dia, divididos em 3–4 doses (a cada 6–8 h), iniciados no dia da captação ou transferência, até a 12ª semana.
- Ciclos espontâneos/induzidos por anovulação: 200 a 300 mg/dia em duas doses a partir do 16º dia, por 10 dias; reiniciar se não houver menstruação e, em caso de gravidez, manter até a 12ª semana.
- Ameaça de aborto/insuficiência lútea na gravidez: 200 a 400 mg/dia em duas doses até a 12ª semana.
Siga os horários e duração prescritos pelo médico; não interrompa o tratamento sem orientação. Não use se estiver vencido e não parta, abra ou mastigue a cápsula.
Como o Gynpro funciona
GYNPRO contém progesterona micronizada, idêntica à progesterona produzida pelos ovários.
Ela atua como suplemento quando a produção natural é insuficiente; os níveis sanguíneos sobem a partir da primeira hora e atingem pico em 1 a 3 horas após a administração.
Contraindicações e advertências do Gynpro
Você não deve usar GYNPRO em caso de algumas condições sérias de saúde ou alergia aos componentes.
- Câncer de mama ou dos órgãos genitais;
- sangramento genital de origem não determinada;
- acidente vascular cerebral (derrame);
- doenças do fígado ou câncer do fígado;
- aborto incompleto;
- doenças tromboembólicas, tromboflebite;
- porfiria;
- hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.
Este medicamento contém óleo de amendoim e lecitina de soja e também o corante dióxido de titânio; informe seu médico se tem alergia a amendoim ou soja.
Precauções importantes: GYNPRO não previne todas as causas de aborto espontâneo e não é contraceptivo. Informe ao médico se tem problemas que possam piorar com retenção de líquidos (doença cardíaca ou renal), epilepsia, depressão, diabetes, cisto ovariano, disfunção hepática, asma, intolerância à glicose ou enxaqueca. Evite dirigir ou operar máquinas se sentir sonolência ou tontura.
Para uso vaginal: evite contato do medicamento com preservativo de látex ou diafragma, pois pode danificá-los durante o tratamento e até 3 dias após o fim do uso.
Efeitos colaterais do Gynpro (reações adversas)
Algumas reações são esperadas; observe os sinais e comunique seu médico se ocorrerem.
Reações muito comuns (›10%):
- cansaço, inchaço, dor de cabeça, alterações de peso e apetite, metrorragia, inchaço abdominal, período menstrual irregular; sonolência pode ocorrer 1–3 horas após a ingestão.
Reações incomuns (0,1–1%):
- irritabilidade; tontura pode ocorrer 1–3 horas após a ingestão.
Reações raras (0,01–0,1%):
- enjoo, hepatite, insônia, depressão, cistite, galactorreia, dor nas mamas, acne, alterações dos pelos, cloasma, prurido, erupção cutânea, dores nas costas/peito/pernas, alterações visuais e tromboflebite.
Reações alérgicas podem ocorrer por óleo de amendoim ou lecitina de soja (ex.: urticária, reação alérgica generalizada). Em caso de reações indesejáveis, informe seu médico, dentista ou farmacêutico.
Interações medicamentosas do Gynpro
GYNPRO pode interagir com outros medicamentos e alterar seus efeitos.
- O efeito da progesterona pode ser diminuído por barbitúricos, carbamazepina, hidantoína ou rifampicina.
- GYNPRO pode aumentar os efeitos de betabloqueadores, teofilina ou ciclosporina.
Diga ao médico ou dentista sobre todos os medicamentos que usa antes de iniciar GYNPRO.
Gynpro na gravidez e amamentação
GYNPRO pode ser usado durante a gravidez somente com prescrição médica.
As indicações por via vaginal incluem suporte em doação de oócitos, suplementação da fase lútea em fertilização in vitro/ICSI, ciclos espontâneos ou induzidos e em ameaça de aborto por insuficiência lútea; veja na posologia que, em várias indicações, o uso é até a 12ª semana de gravidez.
Informe seu médico se estiver amamentando.
Superdose e dose esquecida do Gynpro
Se alguém tomar mais do que o indicado, procure socorro médico imediatamente e, se possível, leve a embalagem ou a bula.
Em alguns casos a dose habitual pode ser excessiva; o médico pode reduzir ou ajustar a frequência de administração conforme a resposta.
Em caso de esquecimento de uma dose, não tome dose dupla para compensar; continue o tratamento normalmente e peça orientação ao farmacêutico ou ao médico em caso de dúvida. Para orientações adicionais, você pode ligar para 0800 722 6001.
Composição do Gynpro
Cada cápsula mole contém progesterona micronizada na quantidade indicada na embalagem e excipientes específicos.
- GYNPRO 100 mg: progesterona micronizada 100 mg; excipientes: óleo de amendoim, lecitina de soja; cápsula: gelatina, glicerol, dióxido de titânio.
- GYNPRO 200 mg: progesterona micronizada 200 mg; excipientes: óleo de amendoim, lecitina de soja; cápsula: gelatina, glicerol, dióxido de titânio.
Se tiver alergia a amendoim ou soja, não use este produto.
Como guardar o Gynpro
Guarde GYNPRO em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, na embalagem original.
Use o medicamento até a data de validade impressa na embalagem e verifique o aspecto antes de usar; se notar alteração no produto dentro do prazo de validade, consulte o farmacêutico.
Mantenha fora do alcance das crianças.
Dizeres legais
Registro: 1.3564.0008
Produzido por:
Laboratórios León Farma S.A.
Navatejera León, Espanha
Importado e Registrado por:
Exeltis Laboratório Farmacêutico Ltda.
CNPJ: 19.136.432/0001-52
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 10/07/2025.
RECICLÁVEL
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 07/07/2026, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.