O Lorazepam, comprimido 2 mg, é indicado para controle de distúrbios de ansiedade e alívio a curto prazo de sintomas de ansiedade, inclusive quando associados a sintomas depressivos. Também é indicado como terapia adjuvante no componente de ansiedade em estados psicóticos e depressão intensa, e como medicação pré‑operatória, com reavaliação periódica da sua utilidade pelo médico.
Para que serve o Lorazepam
O lorazepam é usado para controlar sintomas de ansiedade e, por curto prazo, aliviar ansiedade associada à depressão. Também pode ser usado como tratamento complementar em casos de depressão intensa ou estados psicóticos quando indicado pelo médico, e como medicação pré-operatória.
Seu médico vai avaliar periodicamente se o tratamento deve continuar.
Como usar o Lorazepam
Tome lorazepam por via oral, seguindo sempre a orientação do seu médico. Use a menor dose eficaz pelo menor tempo necessário e não interrompa o tratamento de forma abrupta.
A dose média diária para ansiedade é 2 a 3 mg, dividida ao longo do dia, podendo variar entre 1 e 10 mg/dia conforme decisão médica. Para insônia por ansiedade, geralmente 1 a 2 mg em dose única ao deitar. Como pré‑operatório, recomenda‑se 2 a 4 mg na noite anterior e/ou 1 a 2 horas antes do procedimento.
Para idosos ou pacientes debilitados, a dose inicial deve ser reduzida em cerca de 50% e ajustada conforme tolerância; em idosos não deve exceder 2 mg para evitar sedação excessiva. Em insuficiência hepática grave podem ser necessárias doses menores. Não há recomendação posológica específica para insuficiência renal. Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Como o Lorazepam funciona
O lorazepam pertence ao grupo dos benzodiazepínicos e age no sistema nervoso central reduzindo a geração de estímulos nervosos, o que ajuda a diminuir a ansiedade.
A ação começa aproximadamente 30 minutos após a ingestão. Não é indicado para tratamento da depressão primária ou de outras doenças psiquiátricas sem orientação apropriada.
Contraindicações e advertências do Lorazepam
Você não deve usar lorazepam se for alérgico a benzodiazepínicos ou a qualquer componente da fórmula, ou se tiver menos de 12 anos.
- Podem ocorrer depressão respiratória potencialmente fatal; use com cautela se houver problemas respiratórios (p.ex., DPOC, apneia do sono).
- Informe seu médico se tem ou já teve glaucoma de ângulo fechado.
- Houve relatos de perturbação da memória, reações alérgicas graves e edema da língua, glote ou laringe; não reinicie benzodiazepínicos se já teve reação alérgica.
- Uso em gravidez e amamentação requer avaliação médica — estudos sugerem aumento do risco de aborto espontâneo e o medicamento não deve ser usado na amamentação, salvo orientação médica.
- Risco de dependência existe; indivíduos com histórico de abuso de drogas ou álcool devem evitar o uso e devem ser monitorados se receberem o medicamento.
- Interromper abruptamente após uso contínuo pode causar síndrome de abstinência grave, incluindo convulsões; a retirada deve ser gradual sob supervisão médica.
- Contém lactose (menos de 0,25 g/comprimido) e óxido de ferro amarelo; não use se tiver síndrome de má‑absorção de glicose‑galactose.
- Não dirija veículos nem opere máquinas durante o tratamento, pois pode diminuir sua capacidade de reação e coordenação.
Se surgir tontura, desmaio ou perda de consciência, procure ajuda médica; ajuste e continuidade do tratamento devem ser determinados pelo seu médico.
Efeitos colaterais do Lorazepam (reações adversas)
O lorazepam pode causar efeitos indesejáveis; avise seu médico, dentista ou farmacêutico se notar algo preocupante.
Reações por frequência:
- Muito comuns (>10%): sedação, sonolência, sensação de cansaço.
- Comuns (1%–10%): confusão, depressão, alteração do caminhar e da coordenação, tontura, fraqueza muscular.
- Incomuns (0,1%–1%): alteração do desejo sexual, orgasmo diminuído, náuseas, impotência.
- Frequência desconhecida: alterações no sangue (diminuição de plaquetas/glóbulos), reações alérgicas (pele, inchaço de mucosas/vias aéreas), alterações urinárias, hyponatremia, desinibição, euforia, pensamentos suicidas, agitação, hostilidade, distúrbios do sono, alucinações, abuso/depência, movimentos involuntários, tremores, fala arrastada, cefaleia, convulsões, amnésia, coma, problemas de visão, vertigem, hipotensão, depressão respiratória, piora de DPOC, prisão de ventre, icterícia, queda de cabelo, temperatura corporal baixa, síndrome de abstinência e aumento de enzimas hepáticas.
Comunicar qualquer reação adversa ao seu médico ou ao serviço de atendimento da empresa.
Interações medicamentosas do Lorazepam
O lorazepam potencia a sedação quando combinado com álcool, barbitúricos e outros depressores do sistema nervoso central; evite consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento.
- Uso conjunto com outros depressores do SNC deve ser feito com cautela e possivelmente em doses reduzidas, sob orientação médica.
- Associação com pirimetamina pode alterar testes de função hepática.
Informe sempre ao seu médico ou cirurgião‑dentista sobre todos os medicamentos que você usa.
Lorazepam na gravidez e amamentação
O uso de lorazepam durante a gravidez deve ser avaliado pelo médico; informe imediatamente se suspeitar de gravidez.
Estudos observacionais sugerem que benzodiazepínicos podem aumentar o risco de aborto espontâneo. Mulheres em idade fértil devem discutir riscos e benefícios com o médico. Não use durante a amamentação, salvo indicação e acompanhamento médico; o uso no leite humano deve ser avaliado cuidadosamente.
Superdose e dose esquecida do Lorazepam
Em caso de superdose, especialmente se associado a álcool ou outros medicamentos, procure hospital imediatamente. Sintomas incluem sonolência intensa, confusão, fala lenta, alteração do caminhar, depressão respiratória, queda de pressão, bradicardia, coma e risco de morte.
Não provoque vômito se houver risco de aspiração. Lavagem gástrica pode ser indicada em ambiente hospitalar e sob avaliação médica. Leve a embalagem se possível e, em caso de necessidade, contate 0800 722 6001 para orientações.
Se esquecer uma dose, tome assim que lembrar; se estiver próximo do horário da dose seguinte, pule a esquecida. Não dobre a dose para compensar.
Composição do Lorazepam
Cada comprimido de 2 mg contém 2,0 mg de lorazepam e excipientes q.s.p.
- Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, estearato de magnésio e óxido de ferro amarelo.
Se tiver alergia a algum componente da fórmula, não use o medicamento e informe seu médico.
Como guardar o Lorazepam
Guarde em temperatura ambiente entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade, na embalagem original. Mantenha fora do alcance das crianças.
Observe o aspecto do comprimido (amarelo, circular, biconvexo e monossectado) e a validade na embalagem; se o aspecto estiver alterado, consulte o farmacêutico antes de usar.
Dizeres legais
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0583.0360
Registrado por: GERMED FARMACÊUTICA LTDA
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
CNPJ: 45.992.062/0001-65
Indústria Brasileira
Produzido por: EMS S/A.
Hortolândia/SP
Ou
Produzido por: NOVAMED FABRICAÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Manaus/AM
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA
SAC: 0800-747 60 00
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/04/2026.
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Venda sob prescrição médica.
Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.
Sobre as informações desta página
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