O Luvox® comprimido revestido 50 mg é indicado para o tratamento da depressão e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Consulte a bula e um profissional de saúde para orientação sobre posologia, contraindicações e possíveis efeitos adversos antes de iniciar o uso.
Para que serve o Luvox
LUVOX® é usado para tratar depressão maior e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Ele ajuda a reduzir sintomas depressivos e as obsessões/compulsões, quando indicado pelo médico.
Como usar o Luvox
Tome LUVOX® por via oral com água, seguindo sempre a prescrição do seu médico. Os comprimidos de 50 mg e 100 mg podem ser partidos ao meio quando indicado.
Para depressão, a dose inicial costuma ser 50 mg ou 100 mg uma vez ao anoitecer, ajustando gradualmente até a dose eficaz; a dose diária eficaz geralmente é 100 mg. Doses acima de 150 mg/dia devem ser divididas. Para prevenção de recaída, uma dose única diária de 100 mg é recomendada.
Para TOC, a dose inicial costuma ser 50 mg/dia por 3–4 dias, aumentando conforme a resposta, sem ultrapassar 300 mg/dia em adultos; para crianças acima de 8 anos e adolescentes o limite é 200 mg/dia. A necessidade de manutenção deve ser reavaliada periodicamente e o tratamento pode ser continuado por mais de 10 semanas em pacientes que respondem.
Não interrompa o tratamento sem orientação médica.
Como o Luvox funciona
LUVOX® melhora os sintomas da depressão maior e do transtorno obsessivo-compulsivo ao atuar no sistema serotoninérgico do cérebro.
O início da ação costuma ser observado em cerca de duas semanas, mas o efeito completo pode demorar mais; mantenha acompanhamento médico para avaliar resposta.
Contraindicações e advertências do Luvox
Você não deve usar LUVOX® se for alérgico ao maleato de fluvoxamina ou a qualquer excipiente, ou se tiver menos de 18 anos para tratamento da depressão, ou menos de 8 anos para tratamento do TOC.
Também não use em combinação com tizanidina, iMAOs (por exemplo moclobemida, selegilina), linezolida, ramelteona ou pimozida.
- Informe o médico sobre todos os outros medicamentos que usa, pois há risco de interações graves.
- Não consuma álcool durante o tratamento.
- Pacientes com histórico de pensamento ou tentativa de suicídio devem ser cuidadosamente monitorados, especialmente no início do tratamento ou após ajuste de dose.
- Adultos jovens (18–24 anos) e crianças/adolescentes precisam de acompanhamento rigoroso por maior risco relativo de comportamento suicida.
- Se tiver histórico de epilepsia ou convulsões, o médico avaliará o risco; fluvoxamina deve ser evitada em epilepsia não controlada.
- Relate sintomas de inquietação motora (acatisia); o aumento da dose pode piorar esse quadro.
- Pacientes com insuficiência hepática ou renal necessitam de doses iniciais mais baixas e acompanhamento mais frequente.
- Houve relatos raros de aumento de enzimas hepáticas; suspenda o tratamento se ocorrer lesão hepática.
- Risco de hiponatremia foi observado, principalmente em idosos; monitore sinais como fraqueza, confusão ou convulsões.
- Fluvoxamina pode afetar controle glicêmico; pacientes com diabetes podem precisar ajustar tratamentos para glicose.
- Avise seu médico se tiver glaucoma de ângulo estreito ou pressão ocular aumentada.
- Uso concomitante com medicamentos que afetam a coagulação exige monitoramento por risco aumentado de sangramento.
- LUVOX® pode reduzir ligeiramente a frequência cardíaca e, em combinação com certas substâncias (terfenadina, astemizol, cisaprida), pode causar alterações graves do ritmo cardíaco; não use essas combinações.
- Evite terapia eletroconvulsiva sem avaliação cuidadosa.
- Ao interromper o tratamento, a descontinuação deve ser gradual por pelo menos 1–2 semanas para reduzir risco de sintomas de abstinência; se necessário, o médico pode reduzir a dose mais lentamente.
- Se surgirem sinais de síndrome serotoninérgica ou sintomas semelhantes à síndrome neuroléptica maligna, procure atendimento médico imediato e suspenda o medicamento.
- Use com cautela se tiver história de mania/hipomania; suspenda se ocorrer mudança para fase maníaca.
- Podem ocorrer disfunção sexual, inclusive persistente após a interrupção.
- Contém dióxido de titânio, que pode causar reações alérgicas em algumas pessoas; não mastigue os comprimidos.
Se sentir efeitos preocupantes durante o tratamento, procure seu médico ou farmacêutico.
Efeitos colaterais do Luvox (reações adversas)
LUVOX® pode causar efeitos colaterais; estes são classificados por frequência conforme os dados disponíveis.
Comuns (1–10%): falta de apetite, inquietação, nervosismo, ansiedade, insônia, sonolência, tremor, dor de cabeça, vertigem, palpitação, dor abdominal, constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, vômito, suor intenso, fraqueza e mal-estar.
Incomuns (<1%): alucinação, confusão, agressividade, sintomas extrapiramidais, ataxia, hipotensão ortostática, reações cutâneas (incluindo edema angioneurótico), erupção, prurido, dores articulares e musculares e ejaculação retardada.
Raras (<0,1%): mania, convulsão, alterações hepáticas, fotossensibilidade e galactorreia.
Frequência não conhecida: hiperprolactinemia, SIADH, hiponatremia, alterações de peso, pensamentos/ comportamentos suicidas, síndrome serotoninérgica, síndrome neuroléptica maligna, acatisia, parestesia, alterações do paladar, glaucoma, midríase, diversos tipos de sangramentos, fraturas ósseas, alterações miccionais, anorgasmia e alterações menstruais, além de síndrome de descontinuação e síndrome neonatal de descontinuação.
Informe imediatamente seu médico sobre reações graves ou persistentes.
Interações medicamentosas do Luvox
LUVOX® interage com diversos medicamentos e substâncias; informe sempre ao seu médico todos os remédios que toma, inclusive sem prescrição.
- Não combine com iMAOs (incluindo linezolida) por risco de síndrome serotoninérgica; aguarde o intervalo recomendado entre suspensões/inícios.
- Não use com ramelteona ou tizanidina.
- Fluvoxamina inibe fortemente CYP1A2 e CYP2C19 e, em menor grau, CYP2C9, CYP2D6 e CYP3A4; pode elevar concentrações de fármacos metabolizados por essas enzimas (p.ex. tacrina, teofilina, metadona, mexiletina, fenitoína, carbamazepina, pimozida, ciclosporina).
- Requer redução de dose de tricíclicos e neurolépticos (p.ex. clomipramina, imipramina, amitriptilina, clozapina, olanzapina, quetiapina) ao iniciar LUVOX®.
- Benzodiazepínicos como triazolam, midazolam, alprazolam e diazepam podem precisar de redução de dose.
- Ropinirol, propranolol e varfarina podem ter níveis aumentados; monitorização é necessária.
- Combinação com lítio ou triptofano aumenta efeitos serotoninérgicos e deve ser usada com cautela.
- Evite uso conjunto com tramadol, triptanos, buprenorfina e preparações com Erva de São João por maior risco serotoninérgico.
- Consumo elevado de cafeína pode agravar efeitos adversos; diminua a ingestão.
- Suco de toranja pode aumentar exposição à fluvoxamina.
- Pacientes em anticoagulantes precisam de monitorização por risco maior de sangramento.
Seu médico vai ajustar doses ou monitorar quando necessário.
Luvox na gravidez e amamentação
O uso de ISRSs como fluvoxamina na gravidez, especialmente no final da gestação, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido; por isso, fluvoxamina só deve ser usada na gravidez se o médico julgar necessário.
Categoria de risco C. A administração no final da gravidez pode provocar nos recém-nascidos sintomas de descontinuação e, raramente, sinais como dificuldades respiratórias, alimentação, convulsões, instabilidade térmica, hipoglicemia, tremores, alteração do tônus, agitação, cianose, letargia, sonolência, vômito e choro intenso, podendo requerer hospitalização.
Há observação de risco aumentado de hemorragia pós-parto quando exposto a ISRSs no mês anterior ao parto. Fluvoxamina passa para o leite materno em pequena quantidade; não use durante a amamentação sem orientação médica. O uso no aleitamento deve ser avaliado e acompanhado pelo médico.
Superdose e dose esquecida do Luvox
Em caso de superdose, podem ocorrer náusea, vômito, diarreia, sonolência, vertigem e alterações cardíacas (taquicardia, bradicardia, hipotensão). Casos fatais por superdose isolada são extremamente raros; problemas mais graves ocorrem principalmente com associação a outros fármacos.
Não existe antídoto específico; o estômago deve ser esvaziado e iniciado tratamento de suporte. Carvão ativado e laxante osmótico podem ser recomendados. Diálise não mostrou benefício. Procure atendimento médico imediatamente e leve a embalagem.
Se esquecer uma dose, não dobre para compensar; retome a posologia habitual e consulte seu médico em caso de dúvidas.
Composição do Luvox
Cada comprimido revestido contém maleato de fluvoxamina: 50 mg ou 100 mg, conforme a apresentação.
Excipientes: manitol, amido, amido pré-gelatinizado, estearilfumarato de sódio, dióxido de silício, hipromelose, macrogol 6000, talco e dióxido de titânio.
Como guardar o Luvox
Guarde LUVOX® na embalagem original, protegido da luz, em temperatura entre 15ºC e 30ºC. Mantenha fora do alcance das crianças.
Verifique o prazo de validade na embalagem e não use o medicamento vencido. Antes de usar, observe o aspecto; se houver alteração, consulte o farmacêutico.
Dizeres legais
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0553.0352
Registrado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Importado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rua Michigan, 735
São Paulo - SP
CNPJ: 56.998.701/0001-16
Produzido por:
Mylan Laboratories S.A.S.
Châtillon-sur-Chalaronne – França
Embalado por:
Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
Rio de Janeiro – RJ
INDÚSTRIA BRASILEIRA
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www.abbottbrasil.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICACOM RETENÇÃO DE RECEITA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/01/2025.
Venda sob prescrição médica.
Sobre as informações desta página
As informações apresentadas nesta página são baseadas na bula oficial do medicamento, conforme atualização de 30/01/2025, e têm caráter exclusivamente informativo. Elas não substituem a bula que acompanha o produto nem a orientação de um médico ou farmacêutico.
Nunca se automedique. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. Em caso de dúvidas sobre este medicamento, fale com o farmacêutico responsável da Farmácias Nissei.
Medicamentos tarjados são vendidos somente mediante apresentação de receita médica, com retenção da receita quando exigido pela legislação.
As bulas podem ser atualizadas pela Anvisa a qualquer momento. Havendo divergência entre o conteúdo desta página e a bula que acompanha o produto, prevalece a bula em sua versão mais recente.